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terça-feira, 16 de outubro de 2012

ANTI-MAÇONARIAS



As anti-maçonarias são movimentos formados por fundamentalistas religiosos, políticos radicais e ex-maçons voltados para a crítica à Maçonaria.

O primeiro ensaio para a criação de uma anti-maçonaria foi escrito pelo escritor e jornalista francês Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand Pagès,  mais conhecido por Léo Taxil. Taxil tornou-se conhecido na Europa entre 1870 e o início do século XX por ter enganado as hierarquias eclesiásticas com falsas publicações (ditas “confissões”) sobre maçons. A principal dessas “confissões” consistia no relato das desventuras de uma suposta Diana Vaughan às mãos de uma imaginária “seita maçônica”.

O livro de Taxil causou grande repercussão entre o clero católico e, apesar das sábias advertências do bispo de Charleston, denunciando as falcatruas e invenções de Taxil, o Papa Leão XIII recebeu o falsário em audiência e acreditou nele. Só mais tarde se descobriu que Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand Pagès – aliás, Léo Taxil, aliás, Paul de Régis, aliás, Adolphe Ricoux, aliás, Samuel Paul, aliás, Rosen, aliás, Dr. Bataille… – era o oportunista diretor do jornal “La Marotte” proibido na França por violação da moral. Por causa disso, Léo Taxil fora sentenciado a oito anos de prisão.

Era o mesmo Adolphe Ricoux que publicava livros anticatólicos pintando a hierarquia eclesiástica como hedonista e sádica. 

Aproveitou as alucinações de Eliphas Lévi (aliás, abade Alphonse Louis Constant) e endereçou novas “acusações” contra a Ordem que inadvertidamente o iniciara. Os maçons seriam satanistas e adoradores de um ídolo com cabeça de bode chamado Baphomet. Essa reinvenção do absurdo ficou conhecida como “Jogo de Taxil” ressuscitando a figura do bode como ícone da Maçonaria. Entre 1886 e 1887, doente, Taxil acabou por confessar a sua fraude. 

No século XX as bases das anti-maçonarias assentaram em três elementos: as fantasias de Léo Taxil, o fanatismo religioso e os movimentos políticos totalitários: o salazarismo, o fascismo, o nazismo e o estalinismo. Quanto ao comunismo, o Quarto Congresso da III Internacional (Novembro de 1922) estabeleceu “a incompatibilidade entre a Maçonaria e o Socialismo” tido como evidente na maioria dos partidos que fizeram parte da II Internacional. 

A Maçonaria foi considerada uma “organização do radicalismo burguês destinada a semear ilusões e a prestar seu apoio ao capital organizado em forma de Estado”. Em 1914, o Partido Socialista Italiano expulsou os maçons de suas fileiras e o Quarto Congresso recomendou ao Comitê Central do Partido que erradicasse os maçons das suas fileiras. Todo o militante que antes de 1 de Janeiro de 1923 não declarasse abertamente e a público, através da imprensa do partido, sua ruptura total com a Maçonaria ficaria automaticamente excluído do Partido.

Esta perseguição à Maçonaria pelo comunismo teve, no entanto, uma exceção: a Maçonaria é legal em Cuba tendo mais de 300 Lojas. Desde 1995, a Grande Loja da Rússia reergueu colunas tendo Lojas sediadas em Moscou, São Petersburgo e noutras cidades russas.

Em 1945, o nazismo ilegalizou as Lojas Maçônicas. Nos países ocupados as Lojas foram queimadas e todos seus arquivos confiscados e queimados. Os líderes da Maçonaria alemã foram sumariamente assassinados sob o pretexto de que a maçonaria mantinha ligações “ilícitas” com o judaísmo internacional e outros foram mandados para campos de concentração, juntamente com suas famílias. 

Quanto ao fanatismo religioso, torna-se mais difícil analisá-lo hoje. Muitos de seus “baluartes” estão na Internet ocultos em sites anônimos.
Nota adicional.
A anti-maçonaria colhe na ignorância e no gosto do público pelo desconhecido e o secreto. O fato da Ordem viver em descrição, mantendo sigilo sobre os rituais e práticas dos ritos, bem como sobre os membros da mesma adensa as suspeitas dos que têm um prazer particular pelas teorias da conspiração.

Tal como os comunistas e os nazistas estes apaixonados do falsário acham que há qualquer conspiração para conquistar o mundo que tem origem na Ordem Maçônica. Trata-se de uma fantasia que pode vender jornais mas não resiste à primeira prova de falsidade. Hoje em dia a anti-maçonaria tem outra dimensão, as organizações de extrema-direita que procuram associar a maçonaria ao radicalismo judaico e a Israel, invocando o fato de vários mitos do Antigo Testamento terem um papel significativo nos rituais maçônicos.

O que é verdade. De qualquer forma esta propaganda de ódio e intolerância faz o seu caminho junto de um setor da juventude que acredita nestas fantasias e embora não simpatize com o nazismo e o fascismo identifica com estas teses radicais e extremistas.

Também na orla das religiões do Livro alguns grupos alimentam um ódio patológico contra os maçons e a maçonaria. Como grupos sectários sem expressão no corpo das religiões institucionais (catolicismo, protestantismo, islamismo, hinduísmo, budismo) eles alimentam-se da crendice, da superstição e do medo com o desconhecido. 

A melhor postura é esclarecer de forma firme mas inteligente e desmontar os argumentos mais inflamados.

Autor desconhecido

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