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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

AS FERRAMENTAS DO GRAU DE APRENDIZ


Introdução

Quem é o aprendiz?

O aprendiz é a pedra bruta que foi escolhida na pedreira para ser desbastada e se tornar uma pedra de forma cúbica. A pedra bruta representa a natureza humana no estado primitivo, ainda bruta, rude, rústica, não trabalhada, imperfeita e cheia de arestas.
É a imagem do homem sem introdução, com defeitos, vícios e paixões.
O aprendiz é simbolicamente comparado à pedra bruta antes de ser instruído nos mistérios maçônicos, devendo estudar para adquirir o simbolismo do seu grau, sua aplicação e interpretação filosófica.

Deverá trabalhar constantemente para aperfeiçoar-se assimilando novos conhecimentos e consequentemente buscando autoconhecimento, aparando as arestas do seu espírito.
Como maçom, desvencilhando-se dos defeitos e paixões, para se tornar pedra cúbica ou polida e concorrer à construção moral da humanidade que é a verdadeira obra da maçonaria.
Quando conseguir desbastar a pedra bruta, o aprendiz terá vencido a primeira batalha da sua carreira templária, vencendo a si mesmo e desfraldando a bandeira de sua evolução interior sem perder de vista aquele fosco pedaço de granito e com o fim de diminuir as suas imperfeições, o neófito se propõe a descobrir, de vez, seus defeitos, suas fraquezas seus deslizes e suas vaidades.
Identifica-se, então, com o período de lapidação do seu ego, adaptando-se melhor aos costumes observados nas reuniões de seus irmãos e vai tornando-se mais puro e mais apto para pugnar pela felicidade do gênero humano. É para realizar esta tarefa que ele trabalha com as ferramentas do aprendiz.

As Ferramentas

As ferramentas do aprendiz são três:
1.    O esquadro,
2.    o maço e
3.    o cinzel.
O esquadro serve para verificar a exatidão dos ângulos retos da pedra cúbica. Além disto, o tem um significado simbólico muito importante:
O esquadro é um quarto de cruz, justa posta a outros três forma uma cruz. Jesus na cruz, representa Deus no aspecto material na terra. Esotericamente representa a matéria ou o corpo físico.
O esquadro simboliza a equidade, a justiça, a retidão de caráter. A retidão é a qualidade do que é reto, tanto no sentido físico, quanto no moral ou ético.
Assim, a retidão física evidente no corpo do esquadro corresponde simbolicamente à retidão moral, caracterizada pelas ações que estão de acordo com a lei, com o direito, com o dever, e pela intenção de segui-los retamente, sem desviar da direção indicada pela equidade.
Graças a isso é que o esquadro é a jóia-símbolo do V.’. M.’. por que um M:., elevado ao cargo de dirigente máximo de uma Lj.’., deve manter-se inflexível no cumprimento do seu dever e ter sempre em alta o sentido de equidade, ou seja, de igualdade entre todos os seus II.’., perante a lei e o direito.
Como tiramos a imperfeição da pedra bruta?
Utilizando o maço e o cinzel.
O maço e o cinzel são imprescindíveis para transformar a P.’. B.’. em P.’. C.’., que, no entanto sempre estará longe de ser perfeita. O maço é o símbolo da vontade de trabalhar.
Esta vontade, guiada pela inteligência, habilita-nos a desejar o bom e o justo, impulsionando-nos à ação.
O maço representa a força de vontade necessária para dominar as paixões e submeter à vontade de Deus.
O cinzel representa a inteligência, pois é o cinzel que direciona a força do maço rumo às imperfeições da P.’. B.’.. Só a força não consegue tirar com perfeição os defeitos da mesma. É necessário que o cinzel encaminhe esta força ao ponto exato e arranque, com sua ponta contundente, a imperfeição percebida pelo aprendiz.
O cinzel significa o livre arbítrio que é dotado o homem, manifestando-se nele na proporção do seu desenvolvimento espiritual.
O homem se comporta de acordo com as concepções formadas em seu coração, e recebe o fruto de seus pensamentos e de suas ações.
Este é o trabalho do aprendiz para se transformar de P.’. B.’. em P.’. C.’..
Estas são suas ferramentas e suas aplicações.
A Jorge
 Bibliografia:
§  O Aprendiz de Maçom - Assis de Carvalho - Ed. A Trolha
§  Curso de Maçonaria Simbólica - Theobaldo Varoli Filho - Gazeta Maçónica
§  Cartilha do Aprendiz - José Castelani
§  Maçonaria, um Estudo Completo - Júlio Doin Vieira



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