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sexta-feira, 16 de março de 2012

AS TRÊS VIAGENS


Na nossa iniciação, (quando candidatos), antes de prestarmos o juramento solene, realizamos três viagens simbólicas.

Essas viagens são cheias de obstáculos, simbólicos, que nós candidatos devemos vencer com coragem, sem temor, confiando sempre naquele que nos guia. Pois quando somos entregues a ele o mesmo nos diz: "Tenha confiança e nada tema".

A primeira viagem simboliza as intempéries e os perigos da natureza. Ventos uivantes, trovoadas e chuva, uma mistura barulhenta, que realmente assusta; Esse simbolismo nos leva ao tempo dos nossos antepassados, guando faziam uma viagem, enfrentavam obstáculos temerosos. Era sem dúvida uma grande preocupação e temeridade começar uma viagem pelos mares, ou por terra, enfrentando todas essas manifestações da natureza.

Essas viagens simbólicas, para nós, não significam os perigos e os riscos naturais como eram para os nossos antepassados, mas sim as ciladas do próprio Ego. Os caminhos difíceis e cheios de obstáculos constituem séria advertência temperando e encorajando, preparam o candidato para que esse não sucumba à tentação de contornar os perigos. As dificuldades não devem ser evitadas, mas enfrentadas e vencidas.

A seguir, nos enveredamos por novos caminhos desconhecidos. Nesta viagem apesar de a percorrermos em um terreno pouco acidentado vimos durante toda a viagem o barulho das espadas se batendo como em uma batalha antiga onde a espada era usada como arma para lutas corpo-a-corpo.

O significado desta viagem é que em todas as fases da nossa vida, em todos os nossos empreendimentos no mundo profano ou mesmo na vida maçônica, jamais conseguiremos uma vitória duradoura e significativa sem grandes lutas. No entanto, devemos lembrar que as batalhas que travamos no dia-a-dia, de nossas vidas, não têm nada a ver com a sangrenta batalha que se travavam corpo-a-corpo na antiguidade, quando para que uma parte saísse vitoriosa a outra sucumbiria e a disputa era muito sangrenta. Na realidade as nossas batalhas têm que ter um cunho nobre, onde as pessoas lutam com ética procurando não ferir o seu oponente, mas vencê-lo com argumentos ou melhor, convencê-lo, não vencê-lo.

Na nossa terceira incursão, desta vez por caminhos mais amenos, menos tortuosos, mas silencioso e amedrontador, pois é nesse momento que caminhamos fazendo reflexão. É nessa viagem que reencontramos o nosso EU, que nos libertamos da importância que demos à vida profana, para atingirmos uma etapa mais adiante, mais verdadeira, na qual, para nós é a libertação do pecado, a conquista da serenidade, da fé que nos leva para dentro da Maçonaria. Sabemos, no nosso íntimo que naquele momento estamos prestes a conquistar a glória, receber a verdadeira luz e renascer gloriosamente. 

Após essa terceira etapa, podemos ter a certeza de que estamos prontos para prestar nosso juramento diante do GADU e de todos os Maçons de que nossa vida daqui em diante será virtuosa e não cheia de vícios e que nos tornaremos homens livres de bons costumes.

Ir.´.  Nêodo Ambrósio de Castro MI - 32º REAA
ARLS  - Benso di Cavour nº 028 - GLMMG
Or. Juiz de Fora MG


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