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segunda-feira, 16 de abril de 2012

UMA DEFESA (INTRANSIGENTE) DO PROCESSO INICIÁTICO NA MAÇONARIA



Nada melhor do que a célebre interrogação de Joseph de Maistre, na sua Memória ao Duque de Birunswick (1728) para nos inundar no paradoxo da negação da via iniciática e nos facilitar uma demonstração pelo absurdo: "Qual a origem de estes mistérios que não ocultam nada, destas figuras simbólicas que não representam nada? o quê! homens de todos os países reúnem-se, talvez desde há vários séculos, para se colocarem ordenadamente sobre duas filas, jurar nunca revelar um segredo que não existe levar a mão direita ao ombro esquerdo tornar a trazê-lo para a direita e depois sentarem se à mesa para comer? Não podemos distrair-nos, comer e beber desmedidamente sem falar de Hiram, do templo de Salomão e da estrela flamejante?”

Permitam-me, meus queridos Irmãos, que leve ao cume do absurdo o que sugere Joseph de Maistre.

Sim, para se comer e beber bem haverá círculos gastronômicos melhores, onde naturalmente não se levantarão problemas com alguns Irmãos nossos de carteiras menos recheadas, porque a esses restaurantes eles não irão... e nesses banquetes são conversas moles, profanas, as que menos dificultam a digestão... Ora isto é completamente diferente do verdadeiro Ágape maçônico.

Etimologicamente, Ágape significa o amor altruísta ou como foi utilizado pelos primitivos cristãos, o amor sobrenatural entre Deus e os Homens ou dos Homens entre si como filhos de Deus - é o amor espiritual da caridade, no seu sentido pleno, amor da família divina, dos homens como filhos de Deus, e extensivo à refeição onde reine esse amor. Em termos maçônicos, designa a refeição ritual após uma celebração, em princípio obrigatória, simbolizando uma recreação em comum, merecida após o trabalho e presidida pelo Venerável Mestre. Ora se for isso que fizermos, o sabor da refeição é excelente, mas é outro...

Mas há também quem diga que a Maçonaria é uma Fraternidade, e é uma forma excelente de arranjar amigos... subir na vida... negócios... e atingir uma hierarquia...

Vejamos por partes:

Amigos
Muito mal vai o homem que, chegando os 21 anos, não tenha arranjado por si mesmo amigos suficientes, ao ponto de, para tê-los, necessitar de entrar numa Fraternidade. De fato há entre nós uma extensa, uma profunda, uma peculiar amizade, por uma razão não profana, mas sagrada: sermos todos irmãos porque filhos do mesmo Princípio Criador praticando o mesmo ritual e à sua glória. Fraternidade sim como filhos do mesmo Deus. A Fraternidade é assim a consequência dum princípio, e por natureza do próprio princípio, extensiva a toda a Humanidade e ao Cosmos.

Arranjar negócios, influências, e coisas que tais.

Não sou por ineficácia total nesta área um perito ideal para me debruçar sobre este assunto, mas, com ou sem modéstia, sou suficiente perspicaz para me dar conta que como "lobbies" de influência nesta área, a Maçonaria portuguesa felizmente - e sublinho felizmente - ainda será pobre. E Deus queira que por desígnios do Supremo Arquiteto do Universo ela continue pobre, mas de camisa lavada.

Subir na hierarquia? Dois aspectos se levantam, o primeiro no mundo profano e esse tem que ver com o ponto anterior. O segundo, diz respeito ao orgulho da "cordonite" e é uma pueril, quando não néscia confusão entre a ambição da elevação hierárquica profana com a elevação hierárquica maçônica, que é, antes do mais, uma maior responsabilidade para si e um maior serviço aos outros.

Quando entenderemos nós todos, no íntimo do nosso ser, que a única hierarquia maçônica é a iniciática, os três graus do processo iniciático? Ao desempenho de funções simbólicas ritualistas, o "officium", foi no séc. XVIII e por via francesa, erradamente transposto para termos da época, devido à grande influência do mundo profano e militar, por "oficial", quando o seu verdadeiro sentido é o de "oficiante".

Os nossos irmãos que desempenham funções no espaço sagrado da loja são oficiantes de desempenhos simbólicos. O respeito que após abertura dos trabalhos lhe devemos é pelo papel de que estão investidos, pois o desempenho dessas funções, qualquer que seja o seu nível, não lhes confere um novo grau e não modifica em nada o que eles possuem; a função tem em si, em termos sagrados, "um caráter acidental".

Outros afirmam que a Maçonaria é eminentemente uma Associação Filantrópica e de Beneficência ou como hoje sói dizer se una Instituição de Solidariedade Social.

Aí, perdoem-me, mas existem sem dúvida outras Instituições onde as razões custos / benefícios são seguramente mais eficazes...

O que nos resta como núcleo primordial organizador da instituição maçônica?

Ser uma instituição moralizadora do Homem?
(Autor Desconhecido)

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