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terça-feira, 7 de julho de 2015

A MAÇONARIA NO BRASIL ANTES DA FUNDAÇÃO DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL (1822)



Existe pouca literatura maçônica confiável a respeito desse assunto, permanecendo um tanto nebulosos e caóticos os primórdios da Maçonaria no Brasil, Além disso, muitos historiadores Profanos e mesmo Maçons, confundiram certos clubes e associações secretas com Lojas Maçônicas, provavelmente em virtude de abraçarem ideais maçônicos e deles participarem Maçons.

A Maçonaria foi introduzida no Brasil no final do século XVIII, com o despertar da consciência e o crescente desejo da independência, agravado pelos cruéis e implacáveis métodos que Portugal infligia aos brasileiros, sobretudo em relação a qualquer sentimento nativista de emancipação política do jugo português.

Todavia, no início do século XIX é que começaram a proliferar Lojas Maçônicas nos estados de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro. Umas independentes de qualquer Obediência Maçônica e outras sob os auspícios do Grande Oriente Lusitano ou do Grande Oriente de França.

Não se tem certeza de qual Rito praticavam as independentes, mas as jurisdicionadas ao Grande Oriente de França funcionavam no Rito Moderno ou Francês e as jurisdicionadas ao Grande Oriente Lusitano no Rito Adonhiramita.

1789 – Minas Gerais: Discutível a afirmação do Irm.’. A. T. Cavalcanti in A Maçonaria e a Grandeza do Brasil, que afirma que não só Tiradentes como outros inconfidentes eram Maçons e que ele chegou a fundar uma Loja Maçônica no Arraial do Tijuco, hoje Diamantina – MG.

Não há como se provar que o protomartir da Independência do Brasil tenha sido Maçom, conquanto seus companheiros inconfidentes possam ter sido efetivamente iniciados na Europa, pois muitos mineiros, na época, foram estudar na Universidade de Coimbra, retornando ao país com ideais liberais e libertários que circulavam na Europa em fins do século XVIII.

O alferes (subtenente) Tiradentes, em verdade, não tinha a mesma relevância de outras figuras que participaram da Inconfidência Mineira, como Cláudio Manuel da Costa (poeta e ex secretário de governo), Tomás Antônio Gonzaga (ex ouvidor da comarca), Inácio José de Alvarenga Peixoto (minerador e grande proprietário de terras), Francisco de Paula Freire de Andrade (tenente-coronel), Domingos de Abreu Vieira (coronel) e os padres Carlos Correia de Toledo e Melo, José da Silva e Oliveira Rolim e Manuel Rodrigues da Costa. Provavelmente, foi usado como “cristo”, pois foi o único condenado à morte, servindo de exemplo para que outros brasileiros não tivessem as mesmas ideias libertárias.

Foi enforcado, decapitado e esquartejado. Sua cabeça foi fincada a um poste em Vila Rica e seus restos mortais distribuídos em Santana das Cebolas (atual Inconfidência, distrito de Paraíba do Sul), Varginha do Lourenço, Barbacena e Queluz (atual Conselheiro Lafaiete). 

1796 – Pernambuco: Alguns autores sustentam que o Areópago de Itambé teria sido uma Loja Maçônica, mas certamente não foi, conquanto tenha sido criado sob inspiração maçônica. Era formado tanto por Maçons quanto por Profanos.

1797 – Bahia: Fundação da primeira Loja Maçônica no Brasil, a bordo da fragata francesa La Preneuse, a Loja Cavaleiros da Luz, que se fixou em Barra, distrito de Salvador. Provavelmente funcionava no Rito Moderno ou Francês e não se tem registros de por quanto tempo funcionou.

1800 – Rio de Janeiro: Fundada em Niterói a Loja União, que em 1801 tornou-se a primeira Loja regular brasileira, sob o título Loja Reunião, jurisdicionada ao Grande Oriente de França, pelo Oriente da então Ille de France, possessão francesa e atual Ilhas Maurício, possessão britânica. Funcionava no Rito Moderno ou Francês.

1802 – Bahia: Fundada em Salvador a Loja Virtude e Razão, que logo abateu colunas devido as perseguições do governo português. Alguns remanescentes dessa Loja fundaram, em 1807, a Loja Virtude e Razão Restaurada, passando, depois, a se chamar Loja Humanidade. 

1804 – Rio de Janeiro: Fundada pelo Grande Oriente Luzitano a Loja Constância e Filantropia e Loja Emancipação, fechadas em 1806 por ação do Conde dos Arcos. As Lojas funcionavam no Rito Adonhiramita. 

1808 – Rio de Janeiro: Com a vinda das cortes portuguesas para o Rio de Janeiro, em fuga das invasões napoleônicas, fundou-se a Loja São João de Bragança, da qual fizeram parte muitos funcionários do Paço e a Loja Beneficência. Ambas funcionavam no Rito Adonhiramita.

1809 – Pernambuco: Fundação da Loja Regeneração.

1812 – Rio de Janeiro: Fundada em Niterói a Loja Distintiva, que tinha em seu estandarte um índio de olhos vendados e manietado com grilhões e um gênio em ação de libertar-lo, uma referência claramente republicana e revolucionária.

1813 – Bahia: Fundação em Salvador da Loja União.

1815 – Rio de Janeiro: Fundadas em Campos dos Goytacazes as Lojas Firme União, União Campista e Filantropia e Moral. 

1815 – Rio de Janeiro: Fundação da Loja Commercio e Artes, fechada em 1818 por ordem do governo português, que proibia o funcionamento de sociedades secretas tanto no Brasil quanto em Portugal em virtude de dois fatos ocorridos em 1817: a Revolução Pernambucana, movimento revolucionário nacionalista, e a Conspiração Liberal de Lisboa, liderada pelo ex-Grão-Mestre do Grande Oriente Luzitano, o General Gomes Freire de Andrade. Em 1821 a Loja Commercio e Artes – Idade do Ouro foi reinstalada, sob os auspícios do Grande Oriente de Portugal, Brasil e Algarves e em 1822 cindiu-se em duas outras, a União e Tranquilidade e a Esperança de Nichteroy, constituindo assim o Grande Oriente do Brasil, livrando-se da subordinação à Obediência Maçônica portuguesa e fomentando a Independência do Brasil.

As primeiras Potências Maçônicas a reconhecer a nova Obediência foram as da França, Inglaterra e Estados Unidos.


Simbologia Maçônica dos Painéis

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