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quarta-feira, 15 de julho de 2015

CARTA ABERTA AOS MAÇONS QUE CURSAM OS GRAUS FILOSÓFICOS.


Não é bom! É desagradável viverem desunidos os irmãos.
(Innocêncio Viégas)

Ontem dois de maio do ano da graça de dois mil e quatorze da Era Vulgar, um dos meus filhos, o Isanor, foi elevado ao grau quatro em uma Loja de Perfeição do R.E.A. A (Rito Escocês Antigo e Aceito).

Querendo repartir essa felicidade com os meus irmãos, convidei um deles, o Marlinoélio, grau dezoito do Rito Brasileiro para representar os demais. Ele perguntou-me se sendo do R.B. poderia participar.

Logo lhe respondi que meses passados, ou até anos, o irmão Rigueira, quando Delegado Litúrgico, reuniu em Brasília os irmãos dos Ritos que cursam os graus filosóficos e contou com a nobre presença do nosso Soberano Grande Comendador que viu ali, naquele dia, a felicidade dos irmãos congregados.

O irmão meu convidado agradeceu o convite e confirmou a sua participação. Mas a pergunta do irmão quanto ao seu comparecimento fez piscar o “desconfiômetro” e logo liguei para um dos luminares da nossa Ordem, o Grande Inspetor Geral da Ordem – irmão Fagundes de Oliveira.

Contei-lhe o caso e ele elegantemente concordou comigo, da plena aceitação do convidado, mas também precavido, resolveu conversar com o querido irmão Cadmo, presidente da Loja de Perfeição e este também disse que o irmão visitante seria bem recebido.

Feliz da vida liguei para o Marlinoélio e disse-lhe não haver nenhum impedimento. Ele agradeceu e disse que na hora certa estaria conosco.

Meia hora depois dessa conversa o telefone chama e era o irmão Fagundes, um pouco constrangido, informando-me que o presidente da Perfeição consultou à jurisdição superior e recebeu como resposta um delicado “ainda não é permitido”.

Fazer o quê? Liguei para o irmãozinho, “desconvidando-o”, o que ele, sendo um bom maçom, não questionou e usou a prudência, a tolerância e a resignação.

A Sessão transcorreu na mais perfeita ordem, com a presença do Eminente Delegado Litúrgico, irmão Elias Almado, um dos detentores dos arcanos da Ordem. Coloquei o avental e a faixa no meu filho e irmão Isanor, dei-lhe um beijo e selei o ato com o tríplice e fraternal abraço.

Depois do lanche da confraternização fomos para a nossa casa.

Na viagem ele demonstrava um grande entusiasmo e admirado com a beleza da cerimônia.

Não lhe falei nada sobre o convite e a proibição, pois não era hora de toldar aquela alegria e só agora o faço, a todos os meus irmãos, não como desabafo ou qualquer reclamação, pois sou fiel cumpridor de ordem, mas para pedir ajuda a todos, no sentido de minorar essa triste situação de não nos visitarmos.

Aquilo que nos ensina o Salmo 133, recitado em todas as Sessões da primeira escola do simbolismo escocês, cai por terra ao notar que foi quebrada a união e reina a separação nos graus filosóficos.

Que tal se os dirigentes de Oficinas Chefes de Ritos, unidos, fizessem uma visita de cordialidade lá em São Cristóvão, ao nosso querido Soberano Grande Comendador, homem probo, que certamente os receberá com a amabilidade de sempre.

Levem a ele sugestões de como proceder de modo a deixar que os irmãos se visitem, o que normalmente acontece no simbolismo. Que seja publicado um Decreto em caráter excepcional permitindo a visitação às câmaras filosóficas, entre os irmãos dos diversos Ritos.

Meus caros irmãos, vocês que são montanhas, vão a Maomé. Não levem ouro, incenso ou mirra, não transformem esse encontro num tribunal de Os ires. Levem palavras de carinho, amor, tolerância e muito respeito e, certamente voltarão trazendo em suas bagagens, ouro, incenso e mirra que distribuirão a todos os irmãos e amigos em forma de liberdade de pensar e agir.

O quadro que temos agora é o de um irmão que não pode entrar na casa do seu próprio irmão. E esse rejeitado, acolhe em sua casa a todos os seus irmãos que lhe batem à porta e os recebe com carinho em sua Oficina filosófica sem discriminar seus Ritos.

Por enquanto parece que estão recitando uns versos diferentes onde dizem: “Não é bom! É desagradável viverem desunidos o irmão”.

Não é isso que queremos e sim que seja bom e agradável vivermos sempre em perfeita união, para a glória de Deus e da Sublime Ordem.

Que a nossa casa seja também a casa do nosso irmão, independentemente de Ritos.

Somados todos nós, seremos a grande Montanha. Quedemo-nos genuflexos diante daquele que possui a sabedoria de Os ires e a generosidade dos humildes e que com em simples amplexo nos dirá aos ouvidos as doces palavras que tanto desejamos ouvir e seremos felizes para sempre, unidos e fraternos.

Alea jacta est.
Por Innocêncio Viégas*

* Teólogo
Membro da Ass. Nac. dos Escritores
Membro da Acad. De Letras de Brasília
Acad. Intern. Maçônica de Letras
Confraria dos Amigos da Boa Mesa
CERAT


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