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sábado, 5 de setembro de 2015

ALÉM DO PORTAL DO TEMPO


"Cabe à Maçonaria a reconstrução do mundo".

Esta frase, proferida pelo presidente americano Roosevelt após a segunda grande guerra, encerra em si verdade apropriada para a época e como se o mundo ainda não houvesse sido reconstruído daquela guerra, ainda hoje repica em nossos ouvidos a conclamação daquele Irmão e Presidente.

Nos tempos de hoje, as ruínas não mais são as do pós-guerra, não são os prédios destruídos, não são os monumentos culturais, as cidades destruídas. As ruínas de hoje, as quais cabe à Maçonaria a reconstrução, são os prédios morais, as cidades dos despossuídos, os monumentos da intolerância e do imobilismo social.

A Maçonaria sempre foi e será parâmetro de realizações no mundo em prol comunitário, de maneira discreta e anônima. Os nossos trabalhos maçônicos realizam-se do meio-dia à meia-noite e neste desbastar da pedra bruta, realizamos extensa tarefa, árdua e de relevante motivo social, qual seja a tarefa de lapidar os nossos próprios defeitos, porém, é no período em que não trabalhamos em nosso Templo, da meia-noite ao meio-dia, que devemos exteriorizar os benefícios das melhorias que buscamos nos templos do mundo.

É muito pouco o que um pobre, espiritual ou materialmente, pode dar a alguém, pois se pouco lhe cabe, como poderia ele dividir? Mas ao contrário, é dever do rico distribuir o muito que lhe foi dado. Assim, a Maçonaria deve produzir riquezas espirituais em grandes quantidades, para que possa ela dividi-la pelo mundo, entre aqueles que ou não a têm ou a possuem às mínguas.

Devemos ser em nossos templos, fábricas incessantes de fraternidade, carinho, ajuda compreensão, de verdade, de tolerância, de desapego, de harmonia, para podermos distribuir as mesmas, além do portal de nossos templos. Não poderemos repartir essas virtudes se não as praticarmos e as produzirmos em grande quantidade; como aquele que pouco pão produz, pouco pão tem a repartir. Até mesmo o Criador, primeiro multiplicou os pães, para somente após reparti-lo ao seu povo.

A Maçonaria, em tempos difíceis, nunca se absteve de fornecer material para a reconstrução do mundo, seja ele material, como já o fez em tantas obras, quanto espiritual, como o faz em seus templos.

Nos tempos atuais, onde predomina cada vez mais um relacionamento social, onde cada um tenta retirar para si o máximo possível, não se importando o quanto possa sobrar ao outro, somente a Maçonaria que pratica nos quatro cantos do mundo maçônico a fraternidade, pode, ultrapassando as paredes dos seus templos, espalhar sementes de um mundo novo. 

Estas sementes devem ser plantadas inicialmente nos canteiros do semeador, dentro de nossas Lojas, como o fazemos desde nossa criação, mas em nossos templos devemos estender nossos terrenos, descobrir novas terras ou futuros iniciados, e neste, em particular, cabe ressaltar que não somos melhores que muitos não-maçons, mas se algumas vezes não os indicamos, ou se não lançamos mão dessa terra fértil, é por puro receio que temos de não lhe saber a resistência.

Sabemos de muitos não-maçons que possuem qualidades extensas para ingressarem na Ordem, assim como muitas terras ainda não plantadas, têm condições para a cultura, mas muitas vezes nos inibimos de indicá-los, por medo de não saber se persistirá, ou se adaptará à nossa Ordem, como o plantador que não sabe se aquela terra resistirá a longo tempo de cultura.

Devemos perder esse medo, pois se possui o não-maçom qualidades indispensáveis para tornar-se maçom, cabe-lhe o direito de ter a possibilidade de viver em um mundo novo, cheio de amigos e Irmãos; ou por acaso, se tivesse nos sido negado a possibilidade de sermos maçons, hoje não seríamos indivíduos mais solitários, desamparados e desprovidos de caloroso convívio?

Após semearmos em nossos canteiros e tendo obtido os frutos que já possuímos, devemos espalhar essas sementes ao mundo, para reconstruir esta paisagem devastada, de um mundo cruel e individualista.
É neste trabalho que deve a Maçonaria investir, para poder dividir a sua riqueza, em trabalhar também, com esforço desmedido, além do portal do nosso templo.

Devemos semear no espírito de nossos filhos, de nossas famílias, de nossa cidade, de nosso país, do mundo, a semente da árvore da vida em união que a Maçonaria cultiva. Esta árvore da qual, cada galho significa uma virtude, devemos fazer nascer onde não exista, ou crescer, quando a possuímos, até tornar-se firme o suficiente para que não quebre nem vergue nos momentos de tempestade. É esta árvore, a árvore da vida em comunidade, onde à sua sombra sentam-se os justos, os corretos, os fraternos, que devemos plantar em cada lar, em cada pessoa, a qual temos a possibilidade de cultivar.

A Maçonaria realiza bela obra dentro de seus templos, cultivando esta árvore da vida, mas não deve ter receio de espalhar sementes da mesma, além dos seus templos.

Não necessitamos plantar esta árvore e estabelecer-lhe domínio, dizendo a quem pertence, mas sim, espalhar que todos podem usar sua sombra.

O que se quer nos novos tempos, é que possamos multiplicar o que praticamos em nossos templos, além dos domínios dos mesmos e isto deve ser feito através dos Lowtons, De Molays, das Filhas de Jó, dos nossos exemplos aos nossos filhos e a todos aqueles com quem convivemos.

Estenderemos os novos tempos ao mundo, com a repetição incansável da fraternidade, do carinho, do respeito pelo próximo, da busca incansável da verdade, do ouvir mais do que falar, do abraçar ao invés de ignorar.

"Cabe à Maçonaria a reconstrução do mundo..." A lembrança diária, repetitiva, constante desta afirmativa, encerra a difícil missão da Maçonaria para além dos seus templos.

A cada um de nós maçom, cabe a reflexão de como poderemos ajudar, para contribuir na reconstrução do mundo. Por pouca que seja, e com certeza não será pouca, se esta ajuda ultrapassar os nossos templos, com certeza um dia alguém poderá dizer que os nossos trabalhos de reconstrução do mundo podem ser encerrados, porque o mundo está Justo e Perfeito.

Por Denilson Forato


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