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sábado, 18 de fevereiro de 2012

AOS APRENDIZES


Qualquer que tenha sido o motivo que os levaram a ingressar na nossa Sublime Instituição, que os acolheu fraternalmente como um de seus membros, certamente ainda não entenderam, em toda sua amplitude, a importância dessa decisão e todas as suas possibilidades de progresso moral, espiritual e intelectual que se abriram no momento de sua iniciação.

A doutrina maçônica se revela efetivamente só a quem se dedica com sinceridade e fervor, absoluta lealdade, firmeza e perseverança no estudo e na prática da Maçonaria.

Isso se consegue por meio de provas. As provas simbólicas da Iniciação e as provas posteriores de desalento e decepção. Aquele que se deixa vencer por essas provas assim como o que ingressou na Ordem com espírito superficial, não conhecerá tudo o que a Maçonaria pode oferecer no sentido do aperfeiçoamento humano.

O tesouro maçônico se acha profundamente escondido na terra. Somente escavando-se muito, ou seja, buscando debaixo da aparência, poderemos encontrá-lo. Quem passa pela Instituição como se fosse uma sociedade qualquer ou um clube profano, não pode alcançar conhecê-la. Só persistindo nela com vontade inalterada, esforçando-se para ser verdadeiramente maçom e tendo consciência clara dessa qualidade, o irmão encontrará seu real valor.

Ser um bom Aprendiz, um Aprendiz ativo, que se esforça por ir na direção da Luz da Verdade e da Virtude, pondo em prática a doutrina iniciática contida no simbolismo do grau, é sem dúvida melhor que ostentar graus mais elevados permanecendo na odiosa ignorância dos sublimes princípios e fins de nossa Ordem.

A condição de aprendiz se refere à nossa “capacidade de aprender”. Somos aprendizes enquanto nos fazemos receptivos, nos abrindo interiormente e dirigindo nosso empenho no sentido de aproveitarmos construtivamente todas nossas experiências de vida e todos ensinamentos que, pelas mais variadas formas, nos são passados. Nossa mente aberta, livre de preconceitos, e a intensidade do desejo de progredir, determinam essa capacidade.

O esforço individual é condição “sine qua non” para esse progresso.

O Aprendiz não deve se contentar em receber passivamente as idéias, conceitos e teorias que lhe são apresentadas. Há que trabalhar todo esse material e assim formar opinião própria sobre ele.

Uma das coisas mais importantes que caracterizam nossa Instituição é a perfeita compreensão da existência harmônica dos princípios de Liberdade e Autoridade.

Cada qual deve aprender a progredir por meio de suas próprias experiência e compreensão e, claro, seus próprios esforços, ainda que aproveitando, mediante seu critério, as experiências de irmãos que o precederam no mesmo caminho.

A autoridade dos Mestres é simplesmente guia para o Aprendiz enquanto ele não puder caminhar por si mesmo.

Essa autoridade não será nunca resultado de imposição ou coerção. Ela pode existir sim, mas será produto de um progresso espiritual, por estar o Mestre mais adiantado no caminho que todos temos de percorrer. Haverá de ser uma autoridade natural que se terá logrado através do conhecimento da Verdade e da prática da Virtude.

Marcelo Bezerra

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