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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O MAÇOM E O ALFAIATE




Um homem recebeu a notícia de que seria iniciado Maçom.
Ficou tão eufórico que quase não se conteve.

Serei um grande homem agora - disse a um amigo - e preciso de roupas
novas, imediatamente. Serão roupas que façam jus à minha nova posição
na sociedade e em minha vida.

- Conheço um alfaiate perfeito para você - replicou o amigo - é um
velho sábio que sabe dar a cada cliente o corte perfeito. Vou lhe dar
o endereço.

E o novo futuro Maçom foi ao alfaiate, que cuidadosamente tirou suas medidas.

Depois de guardar a fita métrica, o sábio alfaiate disse:

Há mais uma informação que preciso saber. Há quanto tempo o senhor é Maçom?

- Ora, o que isso tem a ver com a medida do meu balandrau? -
perguntou o cliente surpreso.

- Não posso fazê-lo sem obter esta informação, senhor.

É que um Maçom recém-iniciado fica tão deslumbrado que mantém a cabeça altiva, ergue o nariz e estufa o peito.

Assim sendo, tenho que fazer a parte da frente maior que a de trás.

Anos mais tarde, quando está ocupado com o seu trabalho e os
transtornos advindos da experiência o tornam sensato, olha adiante
para ver o que vem em sua direção e o que precisa ser feito a seguir,
aí então eu costuro o balandrau de modo que a parte da frente e a de
trás tenham o mesmo comprimento.

E mais tarde, depois que está curvado pelos anos de trabalho cansativo
e pela humildade adquirida através de uma vida de esforços, então faço
o balandrau de modo que as costas fiquem mais longas que a frente.

Portanto, tenho que saber a quanto tempo o senhor foi iniciado para
que a roupa lhe assente apropriadamente.

O novo futuro Maçom saiu da alfaiataria pensando menos no balandrau e
mais no motivo que levou seu amigo a mandá-lo procurar aquele sábio
alfaiate.

Adaptação de “O mandarim e o alfaiate” de  William J. Bennett 

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