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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

TEMPLO, LOJA E OFICINA



Em que pese à riqueza de que se reveste o vocabulário da língua portuguesa, é sabido que não existem palavras absolutamente sinônimas, porque isso, além de não ter objetivo, acomodaria o homem à lei do menor esforço. Se analisarmos, por exemplo, os vocábulos: trono, poltrona, sofá, divã, banco, banqueta, cadeira; veremos que se trata de peças de mobiliário destinadas ao mesmo fim, tendo, porém, cada uma delas, características próprias.

Situações existem em que os vocábulos “Templo”, “Loja” e “Oficina” são empregados como sinônimos, já que é comum ouvirmos expressões como “convidamos o prezado irmão para visitar nosso templo” ou “visitar nossa loja”, ou então “visitar nossa oficina”. Rigorosamente, porém, Templo, Loja e Oficina têm, dentro da simbologia maçônica, significados completamente diferentes, que devem ser perfeitamente conhecidos por todos os irmãos.

O vocábulo “Templo” tem para nós um significado de coisa concreta, material. Quando dizemos Templo Maçônico, referimo-nos ao edifício ou parte dele, no qual funciona uma Loja ou Oficina. É também bastante comum entre nós o uso das expressões “Loja” e “Oficina”, como palavras sinônimas, o que, à evidência, não corresponde à verdade.

À luz do rigor maçônico, “Oficina” é termo genérico, designativo de qualquer agremiação ou assembleia maçônica em seu círculo de trabalho. “Loja” é o vocábulo que deve ser utilizado para designar determinadas agremiações de maçons, como no simbolismo e em alguns casos do filosofismo (por exemplo, as Lojas de Perfeição). Dessa forma, toda Loja é uma Oficina, mas nem toda Oficina é uma Loja.

“Loja” é termo designativo de reunião litúrgica. “Oficina” é expressão definidora de reunião ou representação administrativa. A Loja é dirigida pelo Venerável e Vigilantes, ao passo que a Oficina é dirigida pelo Venerável, Orador e Secretário.

Pode-se dizer, em função disso, que a Loja tem um Venerável e a Oficina um Presidente que, incidentalmente, são a mesma pessoa. Isso se verifica porque o Venerável é autoridade litúrgica e o Presidente é autoridade administrativa. Com base nesse princípio, há uma tendência a distinguir as “luzes litúrgicas” (Venerável e Vigilantes) das “luzes administrativas” (Venerável Orador e Secretário).

Ainda pode-se afirmar que Loja é uma Oficina em trabalho litúrgico, razão pela qual um profano pode ver o Templo e a Oficina (festas brancas, por exemplo), mas não pode ver uma Loja. A Oficina pode reunir-se a descoberto para resolver assuntos administrativos, prestar homenagens, festejar efemérides, etc.; a Loja só pode instalar seus trabalhos a coberto.

Eis porque, meus irmãos, no início dos nossos trabalhos o Venerável Mestre determina ao 1ª Vigilante que se certifique de que o Templo está coberto e depois verifique se todos os presentes são maçons.

Estando o Templo coberto, sendo todos os presentes maçons e estando regularmente constituída é que a Loja pode dar início aos seus trabalhos, invocando o auxílio do Grande Arquiteto do Universo. Transforma-se, pois, a Oficina, em Loja Maçônica e, a partir desse momento, passa a serem desenvolvidos os trabalhos litúrgicos.

Nota-se, pois, que os vocábulos “Loja” e “Oficina” têm significados completamente distintos e todos os maçons devem conhecê-los plenamente, à luz da simbologia da Arte Real.

Ir.·. Reinaldo Crocco Júnior
Loja Inteligência de Araritaguaba, 65 - Porto Feliz - SP

2 comentários:

  1. Tenho visto trabalhos primorosos publicados aqui. Entretanto, sugiro que, ao final do trabalho, o irmão autor, não esqueça de se identificar com nome completo e Grau; Identificação de sua Loja, Rito praticado e Potencia. Além da referência bibliográfica pesquisada. Isto com certeza, daria mais credibilidade ao trabalho e facilitaria referencias ao conteúdo do trabalho, quando se tornar fonte de pesquisa indireta, por outros irmãos. Apenas sugestão. TFA. José Wilson do Carmo Cruz, MMI, BARLS Confraternização Universal n° 11/Glema(GL/Ma), REAA., Oriente de São Luis/Ma.10/10/2017.E-mail: wilson.cruzz@hotmail.com.

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  2. Sugiro que, ao final do trabalho, o autor se identifique com nome completo e Grau, Loja, Potencia, Rito praticado e Oriente, além da bibliografia pesquisada. Garantiria a qualidade do trabalho e facilitaria a divulgação do trabalho e até se tornaria bibliografia de outros trabalhos, através de referencias indiretas.

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