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domingo, 26 de abril de 2015

A MORTE FÍSICA E O SIMBOLISMO DE HIRAM





Em todas as sessões onde ouvimos a leitura dos irmãos que se foram para o Oriente Eterno percebemos, apesar de nosso conhecimento maçônico, o desconforto principalmente dos irmãos que já estão com os cabelos brancos. Chegam a movimentar-se nas cadeiras, demonstrando real preocupação com o seu futuro e de suas famílias.
Momento de reflexão necessária para todos nós, independente da idade ou cor dos cabelos, afinal, o que realizamos nas lojas se não obtivermos um tempo para reflexão em nossa própria existência?
A maçonaria é eclética e incorpora várias crenças e culturas, assim sendo acabamos por absorver e compreender uma série de ideias e conceitos sobre a morte.
Existe uma corrente filosófica que crê na morte diária do ser humano. O leitor mais ansioso deve estar pensando:  “claro…morremos todos os dias um pouco, todos os dias perdemos milhares de células que morrem e temos um dia a menos para viver”. Todavia não é esse o enfoque dessa corrente.
Essa linha de pensamento destaca que quando dormimos ficamos inconscientes em total escuridão e de nada lembramos, nada sentimos a não ser em nossos sonhos. Quando dormimos e não sonhamos é como se estivéssemos em um estado de coma, morremos para o mundo concreto, adentramos na escuridão do estado de inconsciência.
Nos dias atuais onde as relações humanas são efêmeras e descartáveis, nós literalmente morremos para a memória de muitas pessoas de nosso passado.
Alguns irmãos deixam de ir à loja por tanto tempo e trabalham tão pouco para a ordem que são esquecidos, adormecidos, morrem para a maçonaria, caem no berço da escuridão.
Platão dizia que devemos observar como os pares de opostos se manifestam na natureza: o alto e o baixo; o positivo e o negativo; o masculino e o feminino; o dia e a noite; o sono e a vigília. Durante o dia estamos em estado de vigília e à noite dormindo. Esse é o processo natural. Ninguém pode ficar eternamente acordado ou eternamente dormindo. Isso vale para a vida e a morte.
Nossa ignorância é a morte da inteligência, nosso ego é a morte da humildade. Quando estamos alegres enchemos a loja de boas energias e matamos a tristeza a angústia e as desilusões que nos assolam.
Nosso Mestre de Harmonia cria a morte do silêncio o Venerável Mestre nos remete a luz e a sabedoria de Salomão. As luzes matam as trevas e os nós nos fazem refletir o quanto temos que aprender para nos desprendermos das amarras que a vida ilusória nos traz.
Hiram e a Acássia nos fizeram entender que a morte é apenas um ciclo entre o acordar e o dormir. Que em todos os momentos a maçonaria está em pé e a ordem para acolher o irmão ferido, abatido, combalido ou morto.
Hiram com sua morte terrena nos faz compreender que o mundo profano e seu cotidiano mercenário, apenas nos denigrem e apequenam.
A simbologia de nosso mestre Abiff nos faz avaliar que por mais que alguns irmãos estejam mal intencionados, querendo apenas a evolução do grau e a acumulação de cargos para nutrir seus egos, ainda existem muitos irmãos valorosos que efetivamente guardam carinhosamente em seus corações cada gota de sabedoria que a maçonaria oferece.
O ciclo da vida, esse maravilhoso percurso que trilhamos é o que nos dá força para continuar.
As doutrinas religiosas que falam na reencarnação do ponto de vista da crença pode ter esbarrado na genética formando assim não só uma elucubração filosófica sobre a morte, mas obtendo uma real circunstancia de vida após a morte.
Quando nascemos obtemos 50% da genética de nossa mãe e 50% de nosso pai. Quando eles morrem metade deles reside conosco. Eles morreram? Ou ressuscitaram em nossos corpos para uma nova vida?
Agora com a manipulação genética o corpo físico poderá nascer por quantas vezes o geneticista quiser. Podemos pensar nisso como morte ou ressurreição? Um clone quando morre e renasce por manipulação genética ressuscita? Onde fica a alma nesses casos?
Esses debates de vida e morte nesse milênio vão evoluir o pensamento filosóficos dos pensadores que estudamos. Quem sabe seremos nós os maçons parte desse novo pensamento que vai não só estudar esse modelo de vida e morte, mas também de refletir sobre as questões éticas, morais e espirituais dos casos.
Se a morte fosse à dissolução total do homem, isso seria de grande vantagem para os maus, que após a morte estariam livres, ao mesmo tempo, de seus corpos, de suas almas e de seus vícios. Aquele que adornou sua alma, não com enfeites estranhos, mas com os que lhes são próprios, ele somente poderá esperar com tranquilidade a hora de sua partida para o outro mundo. [1]

Experiência de Quase Morte – EQM
 As pessoas que viveram o fenômeno relatam, geralmente, uma série de experiências comuns, descritas nos estudos de Elizabeth Kubler-Ross (1967)[2], tais como:
  • um sentimento de paz interior;
  • a sensação de flutuar acima do seu corpo físico;
  • a impressão de estar em um segundo corpo, distinto do corpo físico;
  • a percepção da presença de pessoas à sua volta;
  • a visão de seres espirituais;
  • visão de 360º;
  • sensação de que o tempo passa mais rápido ou mais devagar;
  • ampliação de vários sentidos;
  • a sensação de viajar através de um túnel intensamente iluminado no fundo (“experiência do túnel”).
Nesse espaço, a pessoa que vive a EQM percebe a presença do que a maioria descreve como um “ser de luz”, embora seu significado possa variar conforme os arquétipos culturais e a religião pessoal. O portal entre essas duas dimensões é também descrito como a fronteira entre a vida e a morte. Por vezes, alguns pacientes que viveram essa experiência relatam que tiveram de decidir se queriam ou não regressar à vida física. Muitas vezes falam de um campo, uma porta ou um lago, como uma espécie de barreira que, se atravessada, implicaria não regressarem ao seu corpo físico.[3]
A comunidade médica passou a olhar para a morte e a sobrevivência da consciência sob uma nova perspectiva, como ocorre, por exemplo, na Associação Internacional de Estudos de Quase Morte, no Departamento de Psiquiatria e Ciências Neurocomportamentais da Universidade da Virginia e na Associação Brasileira de Medicina Psicossomática. Enquanto existem observadores que atribuem esse fenômeno a experiências espirituais, outros recorrem a teorias como alucinação, memória genética ou a simbolização do nascimento biológico.
Nesse caso a sensação de morrer pode mudar drasticamente a vida, quando a morte física não se conclui.
A simbologia de Hiram em síntese dá ao iniciado  nos mistérios a dimensão do que é a transição entre o mundo físico e o espiritual.
O fato é que a preparação para a morte nos é desde a iniciação colocada em forma de instruções e símbolos. O tema ainda é tabu inclusive entre maçons. Não deveríamos temer a morte, entretanto ainda temos muito o que caminhar para entendermos todo o ciclo e de vida e morte como algo natural.
A humanidade somente estará pronta no dia em que comemorar a morte de um ente querido da mesma forma que se exalta felicidade ao ver o chorar de um recém-nascido no ato de seu nascimento.
Ir .`. M .`. M.`. Fabiano Bellati
Augusta e Respeitável Loja Trabalho e Silêncio 121  - Oriente de Campinas-SP.


Bibliografia:
  • O Mistério da Morte – A experiência de quase-morte, Marisa St Clair. Editorial Estampa. Lisboa. 1999
  • Experiências Fora do Corpo, Susan Blackmore. São Paulo. Pensamento. 1991
  • Sobre a Morte e o Morrer, Elizabeth Kubler-Ross. Martins Fontes. SP. 2001
  • Vida Depois da Vida, Raymond Moody. Nórdica. SP. 1979
  • The Encyclopedia of Claims, Frauds and Hoaxes, James Randi. St Martin Press. N.York. 1997
                                               


[1] http://evangelhoespirita.wordpress.com/introducao/resumo-da-doutrina-de-socrates-e-platao/
[2] http://psicologianicsaude.files.wordpress.com/2012/11/kc3bcbler-ross-elisabeth-sobre-a-morte-e-o-morrer.pdf
[3] wikipedia


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