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segunda-feira, 13 de abril de 2015

HIRAM ABIF OU ADONHIRAM?



“As Escrituras falam de Adoniram somente como o encarregado das corvéias quando da construção do Templo do rei Salomão, mas, em 1744, Louis Travenol publicou sob o nome de Léonard Gabanon o seu Catéchisme dés Francs Maçons ou Le Secret dés Francs maçons [Catecismo dos Franco-Maçons ou o Segredo dos Franco-Maçons], onde confundia Adoniram com Hiram Abif. 

Como Adon significa em hebraico “Senhor”, essa palavra apareceu como um prefixo de honra.

Os ritualistas dividiram-se. Para uns, Adoniram e Hiram eram o mesmo personagem. 

Outros sustentavam a teoria dualista, mas divergiam quanto aos papéis respectivos de Adoniram e de Hiram na construção do Templo, uns sustentando que Adoniram não fora senão um subalterno enquanto outros nele viam o verdadeiro herói da lenda do 3º grau.

Foi assim que nasceu uma Franco-Maçonaria dita adoniramita, oposta, pelos seus teóricos, à dos “hiramitas”.

Ela é conhecida por nós sobretudo pelo Recueil précieux de La Maçonnerie adonhiramite [Coletânea preciosa da Maçonaria adonhiramita], publicada em 1782 por Louis Guillermain de Saint-Victor, e atribuída por Ragon sem qualquer fundamento a Tschou-dy.

Essa coletânea abrange os quatro primeiros graus. Foi completada, em 1785, por uma coletânea relativa aos Altos Graus do Rito (com 12 graus) (...) Esse Rito, hoje desaparecido (nota: foi preservado somente no Brasil e passou a ser praticado há poucos anos atrás também em Portugal), não apresenta somente um interesse histórico.

Esclarece-nos sobre a psicologia dos fabricantes de Altos Graus (nota: no Brasil, passou a ter 33 graus), assim como sobre o de suas vítimas.

“O fato de que, graças a um contra-senso, todo um Rito maçônico possa ter se constituído e prosperado durante longos anos é, nesse sentido, significativo”.( Irm.’. Alec Mellor in Dicionário da Franco-Maçonaria e dos Franco-Maçons).

“A crítica de Alec Mellor é tão severa quanto injusta. O Maçom que é iniciado num Rito aceita-o sem geralmente conhecer a existência de outros. E também não lhe conhece a história. Ele entra apenas para a Maçonaria. Nem um erro histórico e nem um contra-senso inicial podem inutilizar um Rito, que sempre contém a doutrina, as tradições e os usos e costumes da Maçonaria”. (Irm.’. Nicola Aslan in Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia)

Nosso comentário: Conquanto indubitavelmente o personagem central da lenda do grau de mestre seja Hiram Abif e não Adonhiram, como afirma o Irm.’. Alec Mellor, o fato do Rito Adonhiramita ter confundido o personagem, não merece suas pesadas críticas, como nos ensina o Irm.’. Nicola Aslan.

Para nós, Maçons brasileiros, o fato do Rito Adonhiramita ter adormecido no mundo todo e ter sido por nós preservados é de inestimável importância histórica, pois a primeira Potência Maçônica brasileira, o Grande Oriente do Brasil, foi fundada em 1822 nesse belo Rito.

E essa preservação já está rendendo frutos, pois recentemente foi “exportada” para Portugal.


Simbologia Maçônica Dos Painéis

2 comentários:

  1. Interessante trabalho! Quem é o seu autor?

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    1. Almir Sant'Anna Cruz3 de outubro de 2017 19:19

      O Irm.'. Almir Sant'Anna Cruz, que o publicou em sua página Simbologia Maçônica dos Painéis, como devidamente creditado.

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