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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A SIMBOLOGIA DO SOL NA ARQUITETURA E NOS TRABALHOS


O Templo Maçônico é a representação da Natureza, e seus rituais estão repletos da simbologia pagã dos fenômenos da Natureza. A orientação do Templo se faz de acordo com os pontos cardeais, e em referência com o nascer, zênite e por do Sol.
Os oficiais dirigentes de uma Loja são denominados Luzes, como verdadeiros representantes do Sol em seus diferentes pontos na evolução diária. Estão colocados nos pontos cardeais correspondentes ao nascer, no Oriente ou Leste; no o acaso, no Ocidente ou Oeste; e no seu apogeu ou zênite, no Sul.
Cabe aqui uma explicação. Como a Maçonaria originalmente se desenvolveu no hemisfério norte do planeta, o Sol em sua caminhada diária pelo céu, levanta-se no leste, passando pelo Sul, de quem se acha no hemisfério norte, para ir se por no oeste. Por esta razão que o Norte é considerado como região das trevas ou menos iluminada no Templo, e ai não se encontra nenhuma das luzes.
Astronomicamente, a região menos iluminada para nós, que estarmos no hemisfério austral, é o Sul. A Maçonaria no hemisfério Sul conserva o simbolismo como no hemisfério Norte, uma vez que de lá herdamos suas tradições.
Os antigos observaram também que o Sol não nascia todos os dias, durante o ano, no mesmo lugar. No transcorrer do ano nascia em posições diferentes, como que num bailado ou serpenteado em torno de um ponto central.
Marcaram com colunas de pedra os pontos de maior afastamento que o Sol alcançava de um lado e de outro, resultando imediatamente o ponto central do bailado do nascer do orbe solar. Através destas colunas, podia o observador verificar as estações do ano e os pontos de solstícios e equinócios e, assim poder rogar aos deuses do período a proteção às suas famílias e criações.
A tradição dessas duas colunas está também em nossos Templos nas colunas J e B, que representam os pontos solsticiais. Por entre elas passam todos aqueles que, ansiosos pela Luz ou conhecimento solar, procuram, no espelho da natureza templária, identificar-se com os mais altos princípios do Universo.
Os trabalhos Maçônicos começam ao meio dia e terminam à meia noite, sendo mais uma alusão ao princípio da Luz e Trevas que está sob a influência solar. Há uma antiga tradição que nos fala que Zoroastro utilizava este sistema de trabalho em sua escola, começando ao meio dia e, terminando à meia noite. Convém lembrar que Zoroastro, ou o Zero Astro é o mesmo Sol, que tem seu fulgor máximo ao meio dia e sua decrepitude máxima a meia noite.
Os antigos consideravam o período do meio dia à meia noite propício as coisas do espírito, enquanto que da meia noite ao meio dia, propício para as cousas da matéria. Isto porque da meia noite ao meio dia cresce a influência objetiva do Sol, enquanto que do meio dia a meia noite cresce a influência subjetiva do Sol, propiciando assim os estudos espirituais.
O Sol está representado em nosso Templo e rituais sob muitas formas e maneiras, cada qual se referindo a um de seus aspectos. Temos o Sol no altar do Venerável Mestre, como no teto da Loja, como está implicitamente, representado na circulação do Mestre de Cerimônias em Loja.
No altar do Venerável Mestre, acha-se o Sol acompanhado de sua parceira a Lua. Neste assunto existem muitas controvérsias sobre qual a posição correta de cada um dos luminares em relação ao trono.



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