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segunda-feira, 30 de julho de 2012

A PESQUISA EM MAÇONARIA



"Era comum buscar guarida nos conhecimentos egípcios que, segundo escritores renomados, teriam sido herdados das prósperas civilizações. Atlântida e Lemuriana, destruídas devido à vaidade que cultivavam e também pelo uso inadequado dos conhecimentos esotéricos."

Entendemos por pesquisa, a busca, a indagação, a investigação que procura a verdade. Quais seriam as ferramentas do homem moderno na sua eterna procura da veracidade não só dos fatos, como também das ideias?

Hoje, no terreno científico, temos os sofisticados laboratórios, os observatórios astronômicos, os voos siderais tripulados e os satélites artificiais, cujas observações criam teorias, hipóteses para serem demonstradas como falsas ou verdadeiras. 

Quanto aos fatos e às ideias humanas, teríamos um vasto arsenal de descrições alicerçadas na arqueologia, etnologia, etologia, linguística, antropologia, sociologia e psicologia, comprovando ou invalidando conhecimentos e conceitos.

Como é muito difícil, às vezes, fazermos pesquisas de campo usamos na maior parte do tempo a pesquisa bibliográfica constituída por publicações: documentos (fontes primárias) ou por monografias, livros de um modo geral (fontes secundárias), nos quais o autor procura justificar sua tese ou antítese nas conclusões de outros tratadistas de reconhecida capacidade e honestidade, no assunto.

Este é o aspecto geral que, praticamente, teve início no final do século passado, mas principalmente no começo do atual século, no qual a experimentação e as descobertas nos campos das ciências humanas substituem o magister dixiit dos sábios das culturas arcaicas e as alucinações e delírios de místicos desequilibrados.
Analisando o primeiro período do dístico inicial: “Era comum buscarem guarida nos conhecimentos egípcios”. Que conhecimentos? Quais as influências egípcias na cultura do mundo antigo?

Porém, sabemos pelas modernas descobertas arqueológicas que o Egito encontrava-se e manteve-se num grau baixíssimo sob os vetores científicos, filosóficos e religiosos. Tinham alguns conhecimentos de geometria e astronomia. A filosofia deles era uma cosmogonia mitológica, dentro das ideias comuns a todos os povos do mundo antigo, que em muito precederam os egípcios com mitos da criação do universo e do homem, sendo os mais primitivos historicamente os da cultura suméria acadiana.

Sua teologia ficava num animismo e totemismo dos mais primários, pois seus grandes deuses eram representados por homens com cabeças de animais. Adoravam alguns animais, comprovação obtida pelas múmias encontradas de certos animais (gato, crocodilo, escaravelho). Osíris e Ísis pertenciam aos velhos mitos da fecundidade e imortalidade como os anteriores dos sumérios: Dumuzzi e Gilgamesh e das demais culturas como Adônis, Átis, Orfeu, Dionísio, Jesus e Hiram Abi; sintetizados na morte e renascimento do deus em analogia com a natureza.

Quais seriam os escritores renomados: Leadbeater, Ragon, Paul Burton, e alguns tupiniquins, cujo trabalho é copiar dos outros.

"Os conhecimentos egípcios eram herdados da Atlântida e Lemuria", que não sabemos se existiram, ou, principalmente a primeira seria fruto das histórias inventadas por quem não tinha o que fazer, ou mesmo um mito criado por Platão. Até os dias de hoje, não existem evidências arqueológicas da existência de tão prósperas e evoluídas culturas.

Esoterismo seria a doutrina dos círculos mais restritos das sociedades iniciáticas, ou das religiões criadas pelos sacerdotes para melhor explorar o homem em benefício próprio. O que constituía o esoterismo antigo? Uma série de práticas de magia oral ou gestual, criando cerimônias de ofertas aos deuses para aplacá-los ou comprar os favores deles como fazem até hoje os “pais de santos” ou mães em seus cultos afros.

Modernamente, o esoterismo transformou-se nas modernas medicinas alternativas, nas quais encontramos as velhas “mezinhas”, chás de plantas (fitoterapia) das velhas mucamas, acupuntura, hipnose, homeopatia, passes ou “sacudimentos”, florais, magia, bruxaria e todo um universo com adivinhações astrológicas, “taróticas” e outras.

Temos uma fatia da literatura ocultista dos autores do realismo fantástico, culminando com o sucesso do escritor Paulo Coelho, o Papus moderno. Demonstração insofismável da procura das pessoas pelo incomum para solucionarem seus problemas comuns, criados por uma sociedade irracional e consumista, onde não tem lugar o amor sob a forma de tolerância.

Os órgãos de comunicação maçônica (jornais e revistas), devem ter o cuidado de não publicarem toda essa baboseira esotérica, pois na realidade exprimem superstições geradas pela ignorância dos séculos passados. 

Como nós, Maçons, temos alguma responsabilidade no campo da cultura, devemos inquirir e contradizer as pregações, nas Lojas, desses arautos de um mundo imaginário com seus mitos válidos há cinco mil anos, e que hoje são histórias da “carochinha”, para os imaturos adultos humanizados.

I.·.Breno Trautwein
Or.·.de Curitiba – PR

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