Páginas


“SÓ PUBLICAMOS TRABALHOS RELACIONADOS COM A ORDEM MAÇÔNICA”

ACEITAMOS A OPINIÃO DE TODOS, DESDE QUE O COMENTÁRIO SEJA ACOMPANHADO DE IDENTIFICAÇÃO E UM E-MAIL PARA CONTATO.


“NÃO SERÃO ACEITOS COMENTÁRIOS ANÔNIMOS”

domingo, 15 de julho de 2012

AO VENERÁVEL MESTRE ELEITO E INSTALADO


“... A conduta e os predicados morais do Venerável Mestre devem servir de exemplo aos que dirige e de prestígio da Loja e da Ordem Maçônica... Sua delicadeza e doçura no trato com os Irmãos devem aliar-se a incorruptível firmeza de caráter e a energia serena para exigir de todos a integral observância das leis” (Artigo 115 do Regulamento Geral da GLMERJ Ed. 1989).

O mês de junho, no calendário maçônico, caracteriza-se pelas Cerimônias de Posses das novas administrações nas Lojas da jurisdição da M:.R:. Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro.

 Alguns Mestres, mormente ex-Veneráveis, por grande dedicação e amor a Ordem costumam, romanticamente, instruir os novos Veneráveis atribuindo-lhes poderes além daqueles que lhes foram legalmente outorgados. É de boa prática os novos Veneráveis repassarem, em reflexão, o cerimonial de Instalação e suas promessas juramentadas; se instruírem pela literatura maçônica, principalmente, nas partes de nossos diplomas legais e litúrgicos que tratam dos atributos do Venerável, suas funções e responsabilidades; pautando sua conduta no simbolismo do Esquadro, evitando o predomínio da emoção e da imaginação sobre a razão.

 O comportamento do Venerável deve corresponder ao elevado cargo que ocupa. Deve o Venerável Mestre ter consciência que é o Presidente da Loja, da Assembleia; ele dirige os trabalhos e, nesta função, está impedido de participar de quaisquer discussões de, nelas manifestar sua opinião. O Venerável Mestre deve, pelo simbolismo do Prumo, “não se deixar pender, nem pela amizade nem pela afeição para nenhum dos lados”.  Prescreve com muita propriedade e sabedoria o Regulamento Geral  da GLMERJ em seu Artigo 116, alínea “C”:

“Passar o Malhete da Sabedoria a seu substituto presente quando tenha que tomar parte em qualquer discussão..."

 Do mesmo modo os Veneráveis devem entender que não podem pedir “autorizações” ao Orador para “atropelar” a liturgia ou ignorar nossos Diplomas Legais.  Quando na condução de um veículo motorizado podemos pedir ao Policial de Trânsito que nos permita trafegar na contramão? Podemos, impunemente, desrespeitar os semáforos, exceder na velocidade somente porque estamos atrasados e consideramos o Código de Transito inútil? O Orador não é a lei, ele é o guardião da lei; deve ser consultado para esclarecimento da lei e não arbitrar a lei.  A Maior autoridade da Loja é o Venerável Mestre.

Já o discurso de conclusão dos Trabalhos é função do Orador; saudações e agradecimentos são atos de ofício do Orador. O bom senso recomenda que havendo extrema necessidade do Venerável responder a questões que se apresentem na tramitação da  palavra, deverá fazê-lo antes das “Conclusões do Orador”, após as Conclusões cabe ao Venerável encerrar os trabalhos;  no máximo, havendo clima  de instabilidade emocional resultado de algum debate mais acalorado,  transmitir uma sucinta mensagem de paz, um conceito de virtude ou uma manifestação de estímulo, de concórdia.

      O Venerável deve dirigir os trabalhos com firmeza, todavia, sempre fraternal; evitando tanto a indulgência demasiada como a excessiva severidade. Infelizmente, este espírito moderador pouco se vê; alguns Veneráveis se excedem em seus deveres, inclusive, incitados pela fala do Orador, quando este diz ao final das Conclusões:

“... os trabalhos transcorreram Justos e Perfeitos e vossa Sabedoria poderá encerrá-los quando melhor lhe aprouver”.

A frase acima, consuetudinária que é – fundada nos “costumes arraigados” –, durante muitos anos foi sendo aperfeiçoada pelo uso e chegou-se a esta bela redação final, mesmo com a flexão de um verbo irregular. De tanto, muitos, adotarem esta fala, incluíram-na nas últimas edições dos Rituais, tornando-a obrigatória apesar da tendência desigual.

Aprouver – futuro do subjuntivo de Aprazer –, ou seja, o que apraz, o que causa prazer, o que agrada e deleita, sugere ao Venerável Mestre, que antes de proceder ao encerramento ritualístico dos trabalhos, se dirija à assembleia e diga o que melhor lhe agrada, o que mais lhe dá prazer.  Aí, então, alguns Veneráveis deitam falação; esgotam seus egos diante de um plenário passivo – por força da ordem dos trabalhos – desordenam a sessão com assuntos que deveriam ser matérias de partes da liturgia claramente organizadas no Ritual. Para deliberações de quaisquer assuntos deve-se utilizar a Ordem do Dia, onde todos terão o mesmo direito de manifestar suas opiniões, apresentar suas propostas, votar.

Novo Venerável Mestre; lembre-se que a Loja é uma instituição democrática, onde a assembleia é livre e SOBERANA a pretensos poderes inventados. A secular frase “submeter à vontade e vencer as paixões” significa que o Obreiro deve submeter sua vontade aos deveres e não as vontades de outrem, e vencer as paixões indica não intensificar as emoções, sobrepondo-as à lucidez e à razão. Novo Venerável Mestre compreenda que o título honorífico simbólico concedido – Venerável Mestre – jamais será maior que o real título conquistado – LÍDER.

Paulo Roberto Marinho


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários anônimos não serão ACEITOS. Deixe seu nome completo e e-mail para resposta.
Contato: foco.artereal@gmail.com

Postagens populares