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sexta-feira, 4 de maio de 2012

TEMPLOS DA VIRTUDE


Os templos sempre foram construídos segundo uma estrutura determinada e com a propósito de serem consagrados e dedicados às forças superiores, consideradas criadoras do Universo. Em Roma, eram lugares descobertos e elevados consagrados pelos áugures (sacerdotes vaticinadores) às ações memoráveis e aos veneráveis princípios espirituais.

Esta sempre foi a ideia de SAGRADO, um lugar solene e respeitável.

Os templos são o reflexo da habitação divina sobre a terra, o local da Presença Inefável, resumo do macrocosmo e imagem espelhada do microcosmo.

As concepções mais remotas de templo se encontram no Egito. Mesmo em ruínas, pode-se perceber o respeito que aquela adiantada civilização dedicava aos Mistérios Iniciáticos e religiões locais. Muitos deles, devido a vários fatores, foram desmontados pela moderna técnica de engenharia e reconstruídos noutros locais.

É o caso do Templo de Philae dedicado a deusa Ísis. Ostenta dois pilonos no pórtico (análogos às duas colunas simbólicas) referindo-se às deidades do mito de Ísis e Osíris.

Outro templo importante do Egito é o de Luxor, construído por Amenhotep III. Logo na entrada há uma enorme coluna e um obelisco. No interior, pátios cercados por fileiras de colunas.

Reparem na semelhança dessas construções com o moderno Templo Maçônico.

O Templo de Karnak, cujo recinto sagrado ocupa trinta hectares, possui vários santuários com a Sala Hipostila, composta por 134 colunas gigantes.

A tradição egípcia de considerarem os templos como A CASA DE DEUS, passou para os hebreus através dos ritos iniciáticos.
Primeiro, houve o Tabernáculo construído por Moisés no deserto.

Depois, o Templo de Jerusalém, onde se realizavam as oferendas e sacrifícios (korbanot). Situava-se no Monte Moriah ao Norte do Monte Sião.

De acordo com a tradição, o Templo de Jerusalém começou a ser construído no terceiro ano do reinado de Salomão. Foi concluído sete anos depois. Em 587 A.C. foi destruído e incendiado por Nabucodonosor II. Mas os judeus o reconstruíram, no mesmo local, durante a dominação persa.

Todavia, foi Herodes, o Grande – que não era judeu e sim árabe – que terminou toda a obra cuja imponência é relatada nos Evangelhos Cristãos.

Mas, no ano 70 de nossa era, aquele Templo suntuoso foi destruído pelas legiões do general romano Tito. A tradição diz que do Templo de Jerusalém restam, atualmente, apenas as ruínas que formam o grande paredão conhecido como Muro das Lamentações.

Os antigos templos eram, além de locais iniciáticos, pontos de referência da unidade “nacional”. Destruir o templo significava enfraquecer um povo.

Os templos gregos tiveram origem no “mégaron”, espaços dos palácios de Micenas, um dos maiores centros da civilização grega e potência militar.

Eram compostos de um “pronaos” ou antecâmara que antecedia o “naos” (nave principal) e que mais tarde se transformou no “nártex”.

A naos propriamente dita – nave ou “cella” – era um quadrilongo com paredes sem janelas. Ali eram colocadas as estátuas das divindades organizadas em três alas divididas por colunas.

Hoje, alguns templos maçônicos ostentam essas três divindades nas figuras de Hércules (força), Palas Atenas (sabedoria) e Vênus (beleza).

Havia também o “aditon” ou “aditus” (entrada sagrada) só acessível aos grandes oficiais para a dedicação de oferendas e outros trabalhos reservados ao Círculo Interno.

Por último, havia o “opistódomo”, câmara mais interna onde se encontrava o Mais Alto Segredo. Os cristãos chamam este local de Sanctus Sanctorum, local da “Arca da Aliança”.

Os templos atuais são simbólicos. Não representam uma “verdade histórica”, mas princípios velados por alegorias.

Nossa Ordem não ensina a arte de trabalhar pedras no sentido literal, mas prepara líderes para comandarem a transformação social e moral da sociedade. Noutras palavras: o objeto primeiro é a construção do “corpo imortal”, a partir de um “corpo em ruínas”. É a lição que herdamos da mitologia egípcia pela morte e ressurreição de Osíris.

O primeiro passo para a revitalização da Maçonaria consiste na recuperação do caráter SAGRADO de nossos Templos. Esses espaços e o trabalho que neles se desenvolvem são dedicados à honra e glória de Deus, o G.’.A.’.D.’.U.’.

PELA POSTURA, PENSAMENTOS, CONDUTA E PALAVREADO USADOS NO INTERIOR DE UM TEMPLO MAÇÔNICO, PODE-SE DEDUZIR O NÍVEL EVOLUTIVO DE SEUS OBREIROS E QUAL A FORÇA ESPIRITUAL DA OFICINA.

O mundo profano é separado de nossos Templos pela Sala dos Pp.’.Pp.’. onde cada Maçom deve deixar suas ambições, disputas políticas e religiosas, sua vaidade e outros assuntos vulgares. A entrada, permanência e saída do Templo é obrigatoriamente solene, austera e sagrada. Toda palavra vã, pilhérias e gracejos proferidos em seu interior constituem um ultraje à dignidade da Ordem e ao sentimento dos verdadeiros Maçons.

Estejamos atentos para a fascinação, o terror e o aniquilamento que podem causar as faltas e as blasfêmias cometidas diante da Face Invisível do Mestre da Evolução.

Muitas vezes não conseguimos entender o porquê de certas coisas acontecerem a um Obreiro ou à Oficina como um todo…

Reunimo-nos nesses recintos Sagrados “em Nome e à Glória do Grande Arquiteto do Universo”; os que não acreditam nessa transcendência prosseguem com seus pensamentos, palavras e gestos vulgares; mas, há uma Lei de Causa e Efeito; mais cedo ou mais tarde toda a Oficina terá de arcar com as consequências.

Enviado pelo Ir.’. José Maurício Guimarães • M.’.I.’.
Grande Loja de Minas Gerais

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Contato: foco.artereal@gmail.com

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