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segunda-feira, 21 de maio de 2012

A VERDADE ATRAVÉS DA TOLERÂNCIA



Todos sabem que uma das colunas mestras da Maçonaria é a procura da verdade. Mas o que é a Verdade? Se consultarmos os filósofos, encontraremos ao longo dos tempos, pelo menos cinco conceitos de Verdade:

            Verdade como sinônimo de correspondência entre o conhecimento das coisas e as coisas em si, Verdade como sinônimo de revelação, Verdade como sinônimo de conformidade a uma regra, Verdade como sinônimo de coerência e Verdade como sinônimo de utilidade. Contudo, os dois primeiros são os conceitos mais difundidos. Já dizia Platão que “verdadeiro é o discurso que diz as coisas como são”.

            Aristóteles afirmava que a Verdade está no pensamento e na linguagem, não nos seres ou nas coisas. E mais ainda, que a medida da Verdade é o ser ou a coisa. Dito em outras palavras; uma coisa não é branca só porque você diz que é assim, mas porque ela é realmente branca. Santo Agostinho fala da Verdade como “o que revela o que é ou se manifesta a si mesmo” e, assim, identifica a Verdade como o Logos ou o Verbum, ou seja, com Deus ou o GADU. A Verdade é para ele então revelação. São Tomás de Aquino vai um pouco mais adiante e constata que Verdade é “a adequação do intelecto e das coisas”.

            As discussões em torno do conceito da Verdade ocuparam e ocupam os estudiosos até os dias de hoje sem que tenham chegado a uma conclusão.

            Por que isso acontece, perguntaríamos? A resposta imediata seria:

            Porque não conseguimos atingir a Verdade, a Verdade entendida como Verdade absoluta, Kant em seus tratados da Razão Crítica e da Razão Pura já havia chegado a esse raciocino. Hoje até os lingüistas discutem o assunto. Na realidade, há uma distância entre as coisas e nós. Nós só chegamos às coisas através dos sentidos (visão, audição, tato, paladar, olfato) que estimulam os nervos que levam determinadas correntes energéticas ao cérebro que as interpreta e armazena na memória, então vejam, as coisas chegam a nós de maneira bem diferentes: quando temos uma casa diante de nós, podemos percebê-la, sobretudo através das cores em que está pintada e, deste modo, ela se fixa em nossa memória.

Mas nossos amigos podem perceber a mesma casa pelos sons que vêm dela e é desse jeito, que ela vai ficar registrada em sua memória. Isto quer dizer que cada um de nós tem uma imagem diferenciada da mesma casa. Se alargarmos o processo de conhecimento da realidade a todos os níveis, podemos imaginar como o mesmo mundo chega até nós das maneiras mais variadas, dependendo do modo como o apreendemos e o expressamos.

            Com este preâmbulo queremos levar à seguinte reflexão: Nenhum  ser consegue, pelo menos por  enquanto; atingir a Verdade Absoluta cada ser é portador de sua verdade individual que é limitada. Se quiser aumentá-la ter-se-á que ter acesso á Verdade dos outros e, assim enriquecer-se. Ora, isto quer dizer que aquilo que os outros têm a nos dizer, na maioria das vezes, acrescenta-nos algo. Portanto, o primeiro passo para o enriquecimento da nossa  verdade é ouvir a opinião dos outros  e tentar entender as suas verdades. A isto se chama de tolerância, assim em posição diametralmente oposta à ignorância.

É verdade que, às vezes; na tentativa de entender o que os outros têm a nos dizer, surgem discussões. Porém, se não se perder de vista que a finalidade do diálogo é nosso próprio enriquecimento, as discussões serão apenas explicações, aulas, sobre o nosso modo de pensar e sobre o modo de pensar dos outros.

E aulas e explicação dão-se didaticamente, com as emoções em equilíbrio. Como exercitar o diálogo com tolerância, em busca do enriquecimento da verdade de cada um? Diríamos; aplicando a lei de Newton que afirma que toda a ação sofre uma reação de igual intensidade. Assim, se a ação for amorosa, a reação também será amorosa. Com a intolerância e o desamor só se alcança desunião. 
  
            Ora, se opta e se tem o privilégio de ser iniciado na Ordem Maçônica, tendo acesso aos seus ensinamentos, passa-se à busca da Verdade Absoluta, passa-se à construção do Templo Interno. Por que não aproveitar esta oportunidade de ouro, talvez a única nesta altura de nossas vidas? Fazemos parte de uma instituição séria e universal, portanto temos que buscar a união e, para isso, não podemos prescindir da tolerância, a fim de ajudar o País, a Humanidade e a Terra neste momento crucial da Realidade.


M.'.M.'. Milo Luiz Bazaga Junior - GLMMG  -  REAA


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