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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

DOCUMENTOS MAÇÔNICOS


Tentarei transcrever aqui parte de um dos mais importante estudos Maçônicos já publicados no Brasil pela Editora Maçônica "A Trolha". Como o assunto é longo dividirei em partes que serão publicadas aos poucos.

Alguns documentos antigos, descritos abaixo, fazem parte das origens da Maçonaria, o foco deste artigo é o Manuscrito Régio, o mais antigo. O único proveito que podemos tirar deste documento são informações sobre o cotidiano costumeiro dos Maçons Operativos. Como cita o texto é um "manual de civilidade".

O Manuscrito de Halliwel ou "Poema Régius", datado de 1390 e catalogado como sendo o Primeiro Documento Maçônico de que se tem Registro. Embora seja o documento mais antigo - é de descoberta muito recente. Ele estava escondido na Biblioteca, na Régia Biblioteca do Museu Britânico de Dnodes, por haver sido, erroneamente classificado, por David Casley, sob o título de "Poema de Devers Morais".

Esse documento só foi encontrado em 1839 (450 anos após ter sido escrito) pelo pesquisador Profano Halliwel. E o Documento ganhou o nome de seu descobridor - "O Manuscrito de Halliwel".

A Arte Real tem alguns documentos antigos, embora permaneçam uma penumbra histórica resultante da falta de documentação fidedigna, registros históricos cientificamente comprobatórios dos seus primeiros tempos. Com isso a Maçonaria para historiadores e pesquisadores modernos é inexpressiva e geralmente não é citada nos livros históricos ou é apenas de passagem como elemento de pouca importância. Pelo que consta, nos livros escolares, aqui no Brasil ela nunca é citada, mesmo tendo uma enorme participação na formação da nação. Isso é fácil compreender pelo simples fato de que a instituição não se envolve diretamente, isso é até proibido pelas suas leis internas, porém os seus membros sim integram as fileiras da política e fazem acontecer, por isso não se tem documentos, porque quem faz é o individuo, a pessoa e não a Maçonaria.

O efeito colateral desta obscuridade é uma enxurrada de histórias fantasiosas e ridículas sobre a Maçonaria e sua origem. Um dos que contribuiu para este cenário foi o Rev. James Andersom que recuou as origens da Maçonaria até o Paraíso Bíblico. Muitos escritores atribuíram sua origem aos egípcios, caldeus, povos mesopotâmicos e tantos outros baseados em fábulas e lendas trazidas até nós  através do folclore dos Maçons Operativos, e outras vezes criadas fantasiosamente pelos próprios escritores.

Os Maçons Operativos atribuíram seus ancestrais entre os construtores do templo de Salomão, e nada mais importante do que isso, poder dizer-se descendente de uma dinastia de construtores bíblicos, nessa época em que a Bíblia era quase a única história da humanidade que se conhecia.
                                                           
O "Poema Régio", numa versão fantasiosa, nos dá conta, por exemplo, de que a Maçonaria foi fundada no Egito pelo grande mestre Euclides e que os Maçons participaram da construção da Torre de Babel.

Mas não se pode culpar simplisticamente os que fantasiam nossas origens, e nem os pseudo-historiadores e maçonólogos dos primeiros tempos da Maçonaria Especulativa, pois ainda não havia nascido à historiografia. Tudo o que alguém dizia ou escrevia, ou o que a tradição transmitia, era considerado história verdadeira.

Os documentos fidedignos mais antigos de que a Maçonaria dispõe para pesquisas, ressalvada a veracidade histórica do seu conteúdo, suas histórias são:

1° - O Manuscrito Régio ("Poema Régio", Manuscrito de Halliwel): É um manuscrito provavelmente datado do ano de 1390, cópia de um original mais antigo provavelmente de quarenta ou cinqüenta anos antes. Do texto constam diversas referências a um rei chamado "Athelstane" que presumivelmente dominou toda a Inglaterra lá pelos idos do século décimo, mas cuja real identidade ainda não pode ser confirmada. Não tem valor como documento histórico. É apenas um manual de civilidade do qual podemos haurir muitos detalhes do comportamento e dos costumes dos Maçons Operativos nos séculos XI a XIV.

2° - Os Regulamentos Gerais: É o primeiro documento da Maçonaria Especulativa com data certa. Foi compilado em 1720 e aprovado em 24 de junho de 1721. Encontra-se incluído no Livro das Constituições.

3° - O Livro das Constituições: Foi compilado durante o ano de 1722 e oficialmente adotado em janeiro de 1728, partes importantes parece não ser de James Andersom, como o "General Regulations” e seu anexo o "Post Script" que seriam de George Payne pelo menos na versão original de 1721, e a "Dedication" que é de Jean Theophile Desaguliers.

Estas são as referências históricas que se têm relativas tanto quanto aos primeiros tempos da Maçonaria Operativa como quanto à Maçonaria Especulativa, e tudo o que se disser sobre a história de ambas em datas anteriores às desses documentos deve ser creditado ao reino da fantasia. Nem se sabe, por exemplo, com certeza em que Loja foi iniciado nosso Irmão Jean Theophile Desaguliers, provavelmente o Maçom mais culto e mais ilustre entre os que fundaram a Grande Loja de Londres, e ele viveu e se iniciou na Maçonaria no início do século dezoito, em data historicamente recente.

Os compêndios da história profana muito raramente se referem à Maçonaria, e assim mesmo quando o fazem isto é apenas superficialmente. Portanto, além destas escassas referências, resta-nos a pesquisar os também raros documentos junto às guildas, já que as Lojas dos Maçons Operativos eram na verdade Guildas de Maçons. Então tudo o que se disser sobre a Maçonaria como instituição iniciática antes do Manuscrito Régio não passa de mera conjectura.

Fonte: "O Manuscrito Régio e  o Livro das Constituições - Ambrósio Peters - Editora Maçônica "A Trolha" - 1997 - 1ª edição.
                                                                                                              

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