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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ERROS RITUALÍSTICOS



“Aquele dentre vós que nunca tenha errado que atire a primeira pedra” Jesus, o Cristo.
Quem está habituado a freqüentar teatro, ou espetáculos de dança, certamente já presenciou atores cometendo “gafes”, atrizes perdendo adereços ou bailarinas tropeçando nas próprias sapatilhas e… surpreendentemente… ninguém zomba, vaia ou critica.
O autor corrige a própria “gafe” com uma “tirada” espirituosa, a atriz continua o seu desempenho sem o adereço e a bailarina levanta-se e continua sua apresentação com dignidade e esmero. Após o término do espetáculo talvez leve uma “bronca” do diretor, mas certamente receberá o abraço e o apoio fraternal de seus colegas e companheiros. E é só.
Essa tolerância do público, dos colegas e dos companheiros, que também se revela nos desfile, shows e espetáculos circenses, muitas vezes inexiste no cerimonial maçônico. Já presenciei – e não poucas vezes – um Mestre de Cerimônias cometer erros (e quem não os comete?) que passariam despercebidos ou que em nada alterariam a essência do Ritual e da Liturgia.
Se não fosse a intervenção desastrosa de um irmão que, corrigindo-o acintosamente, causa um enorme mal-estar naqueles que, compenetrados na essência da sessão, sentem nessa atitude uma quebra de harmonia e de fraternidade.
Ponho-me então a imaginar se ele, o intolerante, age assim por perfeccionismo ou por uma necessidade egoísta de demonstrar aos demais o seu conhecimento, o seu domínio do cerimonial, a sua sabedoria; creiam-me: a resposta é quase sempre a segunda… infelizmente!
Pregamos a tolerância e a fraternidade, e é nesses momentos cruciais que teríamos a oportunidade de exercê-las efetivamente na prática. A “bronca”, ou a observação, podem ficar para o final da sessão quando, então, no copo de água nos aproximaríamos do Irmão que errou e, delicadamente, lhe diríamos:
- Parabéns pela sua atuação, Irmão Mestre de Cerimônias. Seu desempenho foi muito bom, quase perfeito, exceto por aquele momento em que o irmão cometeu tal falta…”
Agir assim, não é muito mais bonito?Maçônica”. Editora Madras

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