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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

TECENDO O SABER MAÇÔNICO



“Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, esse tal será bem-aventurado em seus feitos”.
Tiago, 1:25
O Maçom que está imbuído, que realmente comunga com os saberes maçônicos, antes de tudo compreende as obrigações que lhe são afetas e rende sincero culto à LEI DA LIBERDADE, ciente de que ele mesmo colherá nas leiras do mundo o que houver semeado.
Lembremos da aranha tecendo sua teia, ou do tecelão traçando os fios do tear, ou as mães fazendo a comida para a família, que nos ensinam a PACIÊNCIA, A TOLERÂNCIA dos afazeres necessários, bem como a DEDICAÇÃO na realização desta tarefa.
Sua culminância será a admiração e sensação do dever cumprido, e o coração alegre e feliz, por ter contribuído para que algo útil fosse criado e colocado à disposição dos outros.
Assim, nós também como MAÇONS, na caminhada da ESCADA DE JACÓ, uma caminhada mais simbólica e espiritual do que propriamente física. Devemos saber de que somente com DISCIPLINA, poderemos degrau a degrau assimilar e absorver todo o conhecimento que nos é passado e que nos cabe aprender.

A MAÇONARIA É SÁBIA EM SEUS ENSINAMENTOS, MAS O MAÇOM PRECISA SER INTELIGENTE.

Sim, inteligente para saber interpretar todos os ensinamentos, para que na vida fora do TEMPLO exerça sua verdadeira função de CONSTRUTOR SOCIAL.
Tecer o saber maçônico, precisa mais do que nunca, ser compreendido, com saberes relevantes que possam ser utilizados no mundo profano, que já não é tão profano assim, mas algo que sirva para a realidade atual.
O que nós transmitimos em templo precisa se tornar realidade fora dele. São as VIRTUDES em ação.
Há necessidade de inovarmos na forma de transmissão de nossos SABERES RELEVANTES.
Quem sabe com mais sessões fora dos templos, para uma ampliação do necessário debate e esclarecimento sobre os nossos temas? Quem sabe grupos de irmãos estudando certos temas, ou instruções e após apresentação para o quadro da loja? Devemos na Maçonaria seguir, os grupos de estudos, fora das universidades, tipo STUDIO CLIO, CLUBES DE CULTURA e CASA DO SABER, entre outros, onde interessados reunidos tratam de assuntos e temas que na formalidade institucional ficam sempre limitados. E assim, ampliam os conhecimentos.
Devemos cada vez mais, propiciar aos APRENDIZES e COMPANHEIROS e porque não aos MESTRES também, condições interpretativas e de compreensão destes saberes, para que possam em suas vidas utilizá-los, em vez de simplesmente sabermos e transmitirmos fatos e datas fechadas sem o devido alcance social e político deles.
O Interpretativo da REVOLUÇÃO FRANCESA, do ILUMINISMO e seus efeitos e não somente, sabermos que existiu em tal data, e quem foi às personagens, mas o que dali resultou e mudou a humanidade. Para isso, se faz necessário mais leitura e mais diálogo.
E se as sessões em loja fossem mais a campo, sem formalidades teríamos um grande avanço cultural. Aliás, no início era assim. Em tabernas.
Só nós MAÇONS empenhados, comprometidos e líderes poderemos realizar a transformação que se fazem necessários. Os frutos serão colhidos, talvez não de imediato ou em curto prazo, mas em médio e longo prazo. E aí teremos a SEMEADURA do nosso trabalho.

O APRENDIZ PRONTO, TRANSFORMANDO-SE EM VERDADEIRO MESTRE.

Nossa esperança, é que assim todos atinjam o objetivo de tornarem-se CONSTRUTORES SOCIAIS. Com PACIÊNCIA, DEDICAÇÃO, COMPROMETIMENTO, ESTUDO e AÇÃO no compartilhar conhecimentos, possam irmanados INFORMAR, INSTRUIR e FORMAR, VERDADEIROS MAÇONS.
Demanda TEMPO, e tempo é o nosso maior valor na SOCIEDADE DO CONHECIMENTO, em caminho para a SOCIEDADE ESPIRITUAL. Precisamos estar preparados para isso, bem como cada vez mais a RESPONSABILIDADE SOCIAL deverá estar presente em nossos atos sejam eles individuais ou corporativos. Precisamos então, dedicar tempo para a MAÇONARIA.
Não somos nós que pagamos captação?
Dar valor a ela faz-se necessário para ampliar nosso conhecimento.
Meus Gentis Irmãos;
Seremos contemplados com a transformação do outro, pelo compartilhar dos nossos conhecimentos, compartilhar da fraternidade, do compartilhar da ação maçônica e da ética social. Contemplado pelo APRENDIZ e COMPANHEIRO que cresceram e floresceram, e que também estão a SEMEAR o mundo com os propósitos maçônicos.
Assim, teceremos o saber maçônico, em prol da humanidade.
Façamos nossa parte de docente nesta caminhada, compartilhando conhecimento, ensinando como aprender a aprender, eliminando saberes ultrapassados, criando e inovando com aquilo que temos – e isso, meus irmãos de modo algum interfere nos aspectos litúrgicos e ritualísticos da ORDEM, mas complementa-os.
Assim, julgo eu, ampliando os horizontes e elevando a maçonaria a eles, poderemos com uma nova didática, com uma nova visão e atualização dos saberes, fazer o nosso TEAR MAÇÔNICO prosperar.
Com um estudo em loja melhor elaborado, com sintonia para o diálogo, e não para imposição e sem hierarquia autoritária, com interpretações corretas de LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE, poderemos nós na MAÇONARIA ver frutificado o nosso trabalho de nos melhorarmos e melhorar os outros.
TECER O SABER MAÇÔNICO passa por mais ESTUDO, passa por dedicar mais TEMPO à ORDEM, passa por mais COMPARTILHAR de CONHECIMENTOS, passa por mais FRATERNIDADE e passa por mais EXEMPLO que devemos dar. Que é fazer o que falamos.

TECER O SABER MAÇÔNICO É TAREFA PARA LÍDERES.

Vamos tecer os fios do conhecimento, dos valores, da ética, dedicando tempo, paciência, estudo e comprometimento com aquilo que juramos sem reserva mental. Faça parte dos grupos de estudos existentes na maçonaria, será possível ver algo mais – INOVE.
SEJA UM DELES, MEU IRMÃO. COMECE POR SUA LOJA.
Fraternalmente.
Pare de observar, comece a fazer.
É SEMPRE MELHOR FAZER PARA ENSINAR DEPOIS, DO QUE ENSINAR SEMPRE SEM NUNCA FAZER.

Enviado pelo Ir.’. Carlos Augusto G. Pereira da Silva – M.’.I.’.
Loja Obreiros de São João Nº 42 – Porto Alegre – RS

2 comentários:

  1. SSS

    APENAS GOSTARIAMOS DE SABER A AUTORIA.

    TFA


    JAD

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  2. Meu querido Irmão.
    O artigo, pelo que me consta, pertence ao Ir.'. Carlos augusto, como está acima.
    Um TFA

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