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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A MÚSICA E A MAÇONARIA



A música é a arte de produzir sons e acordes combinar todos os elementos da criação de instrumentos de som; ritmos, sons, toques, timbres, organizações de série, melodias, harmonias, etc. No seu sentido mais primitivo. É a arte de produzir sons que combinem de forma tão agradável ao ouvido, que suas modulações agitem a alma.
Em todas as civilizações, a música assume um papel importante nos eventos mais relevantes, sociais ou pessoais, onde tem um papel de mediador entre o diferenciado (material) e o indiferenciado (a vontade pura), ou entre o intelectual e espiritual. Por conseguinte, assume especial importância nas cerimônias ritualísticas, além de sua capacidade de promover as emoções.
A música representa o equilíbrio e ordem, é uma linguagem universal. Na Maçonaria, a música representa uma das sete artes liberais, simbolizando a harmonia do mundo e especialmente a que deve existir entre os maçons. Através da beleza dos sons e da harmonia dos ritmos chegarem à sabedoria do silêncio.
A música é a arte de organizar sons. Toda arte consiste em organizar um material de acordo com as “leis” e um propósito.
A música é em si mesma e na sua essência, uma maçonaria, uma construção de um caráter inicia tico. Os elementos que a componentes não são os sons, pedras brutas, mas as notas, pedras polidas.
Os três parâmetros que especificam o talhe da pedra, o som preciso:
A Força, que reside na densidade.
A Sabedoria, no seu ‘tempo’ ou comprimento.
A Beleza, na sua altura ou freqüência.
As pedras do edifício justo e perfeito musical devem ser montados: a música é uma construção, arquitetura, uma “Arte Real” que revela as leis universais da “Grande Obra” que organizamos em três etapas.
O silencio, vácuo necessário antes do evento, é o estado de aprendizagem.
O som, a manifestação, a consciência, o despertar do companheiro.
A melodia, a organização do som pelo mestre.
Outra analogia pode ser encontrada em três etapas, entre o método de formação do músico e Maçom:
O Aprendiz: Estudar a música em si (canta). Aprende a decodificar símbolos ou sinais (solfejo) e escolhe o seu/s instrumento/s. Isso requer um mestre ou instrutor.
O Companheiro: concedido a facilidade na interpretação de sinais e uso de seu/s instrumento/s. Colaborar com outros colegas no canto e da interpretação (polifonia, conjuntos instrumentais). Estudar a história, os estilos e os grandes mestres. Nesta fase, a companhia entra em um processo de auto-formação.
O Mestre: Sua tarefa é conseguir uma interpretação pessoal, uma experiência que permite a transmissão dos trabalhos. O mestre trabalha sozinho, mas exige um aprendiz, que aprende tudo o necessário para alcançar a verdadeira mestria. Essa relação se fecha o ciclo.
A música na Loja é representada pela Coluna da Harmonia, que é o conjunto instrumental ou reprodutor musical destinado a execução da música maçônica durante cerimônias rituais.
Nas Lojas, até que no século XVIII, começou a introduzir instrumentos de cordas, trompetes e tambores, só se empregavam vozes. A designação de “Coluna de Harmonia” aparece no final do reinado de Louis XV para se referir ao conjunto de instrumentos que soavam nas cerimônias, que teve um máximo de sete instrumentistas: 2 clarinetes, 2 trompas, 2 fagotes e 1 tambor. 
Então, a concorrência entre as lojas pelos instrumentistas mais virtuosos ter originado que foram admitidos sob os mesmos músicos, que isenta de qualquer contribuição, de serviços (embora ele só pudesse aspirar ao grau de Mestre), e compunham obras para várias cerimônias maçônicas (trabalhos, banquetes, funerais, iniciações, etc.) estes irmãos artistas, tinham o mesmo direito de voto como o resto dos irmãos e em grandes cerimônias, festas e banquetes eram obrigados a contribuir com sua arte.
A Coluna da Harmonia tinha como missão de proporcionar um complemento para o ritual, a música é uma forma funcional, cujo valor não depende principalmente do seu valor intrínseco, mas a sua importância para o destino designado.
Talvez a maior representação da música maçônica corresponda a Wolfgang Amadeus Mozart, que foi iniciado como aprendiz de maçom, em 14 de dezembro de 1784, na Loja A Esperança Coroada e para esta finalidade se interpretou na Loja, sua cantata “Alma do universo para ti, oh Sol” (K. 429), é um hino ao sol e a luz; cantata duplamente adaptada a celebração Maçônica da grande festa de São João do verão (mais conhecido como o solstício de verão) e ponto culminante do ano maçônico; e também se encaixa na cerimônia de iniciação maçônica. 
Grato e apaixonado pela sua Loja escreveu para ela as canções mais notável, no que não se limito apenas a expressar um simples e belo sentido de palavras, mas nota-se que ele deu todo o calor de sua fantasia, e esperanças suscitadas de uma alma movida pelo bom e do belo, de amor para a humanidade.
Na ocasião da cerimônia da passagem de seu pai para o grau de companheiro, colocou música em um poema de Joseph Von Ratschky, “A viagem do Companheiro” (K 468) de voz e acompanhamento de piano.
Poucos meses antes de entrar no terceiro grau da Maçonaria, participou em 11 de Fevereiro de 1785, na Loja vienense “A autêntica harmonia”, a iniciação maçônica de seu amigo Joseph Haydn no grau de aprendiz, a quem Mozart, por esse motivo lhe dedicou a “Seis quartetos de cordas”.
Pouco antes da investidura dupla que Mozart e seu pai receberam como mestres maçons em 2 de abril de 1785, na Loja vienense ‘A Esperança Coroada’, compôs para esta Loja duas de suas composições mais importantes maçônicas ‘ A alegria maçônica’ (K 471) e “Musica  Fúnebre Maçônica’ (K 477).
Em 1786, durante uma reorganização das lojas de Viena ordenada pelo imperador Joseph II, Mozart escreveu para sua Loja ‘A nova Esperança Coroada’ duas cantatas maçônica: “Para a abertura da Loja” (K 483) e o ‘Encerramento da Loja’ (K 484).
Encontramos-nos ainda com três obras de Mozart ligada à Maçonaria, e em que nós descobrimos a Mozart comprometido com a liberdade e os ideais da Revolução Francesa, especialmente em “Vocês os que honram o Criador do Universo Infinito” (K 619), que é uma mensagem para a juventude alemã na época em que compôs a ópera de fraternidade universal.
As outras duas composições estritamente maçônica as que Mozart pus música foi uma pequena cantata maçônica, “Elogio da amizade” (K 623), datada em Viena, em 15 de novembro de 1789 e “Entrelacemos nossas mãos’ (K 623) e que é cantada, para formar o elo da Cadeia de União. Sua obra póstuma, seu canto do cisne, foi o intitulado “Pequena Cantata Maçônica”, o que deu em uma reunião realizada em sua loja, executada por ele mesmo, dois dias antes de se sentir atacado pela misteriosa doença que o levou para o túmulo.
É emocionante ver Mozart no limiar da morte, esquecendo-se de seu sofrimento e angustia física, cantando a fraternidade unida no trabalho, e na presença de luz no impeto e no calor da esperança.
Três semanas depois, morreu.
A lista de músicos e música inspirada por ideais maçônicos seria interminável, mas talvez a mais representativa são: J. Haydn, I. S. Bach, L. W. Beethoven e F. Liszt

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