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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

DO SUBTERRÂNEO À SUPERFÍCIE


Um mestre instruía seus discípulos em um campo, onde dentro a imensidão existia apenas duas árvores.

Primeiramente ele pediu que seus discípulos se pusessem entre elas, e que meditassem sobre uma árvore centenária com 33 metros de altura que se encontrava no oriente.

Depois de algum tempo, o mestre pede que todos se voltem ao ocidente e passem a observar uma pequena árvore de aproximadamente 3 metros de altura.

Passado mais um tempo, pede a todos que meditem sobre a terra.

Só então ele pede que todos fixem os olhos ao céu.

Pede então a um de seus discípulos que relate o que teria observado, mas que o fizesse com o coração.

O discípulo ficou calado, como se nada tivesse visto, mostrando sua insignificância.

Virou para outro discípulo e novamente indagou sobre o que teria visto.

Este relatou que percebeu uma grande diferença física, mostrando que a árvore maior era forte e dominadora enquanto a menor era frágil, e que as duas árvores estavam sobre a terra e abaixo do céu.

O mestre então indaga seu derradeiro discípulo, que prontamente responde:

-Não percebi nenhuma diferença entre as árvores, pois a sombra da árvore grande projetava o frescor sobre sua cabeça e a árvore pequena ignorando o sol, mostrando que a alma da maior era infinitamente maior que a menor, ainda completou dizendo: - as duas árvores estão ajoelhadas a terra e iluminadas pelo sol

Neste instante, todos respeitosamente indagam o mestre como ele sabia que ali existiam duas árvores, uma vez que todos estavam vendados.

Foi então que ele disse:

- Eu já estive aqui muitas vezes, mesmo vendado percorro esse campo com o coração e arrasto junto a mim discípulos que pensam enxergar, sei exatamente onde estão localizadas essas duas árvores, pois a maior foi plantada por meu mestre, já a menor foi eu mesmo que há plantei quando pouco enxergava.

- Toda vez que medito sobre a árvore maior, percebo que os galhos dela cresceram para o oriente, e que as raízes vieram para ocidente, em profundo equilíbrio, pois o som dos galhos assim malha encantados pelo vento.

- Também percebo que ao meio dia a sombra da maior protege a menor do sol escaldante, é assim que um mestre deve se comportar, sempre instruindo e protegendo seus discípulos para que não se desviem do caminho da verdade.

- Vejo ainda que as longas raízes da árvore grande suportem as frágeis raízes da pequena, retrato da fraternidade entre irmãos.

- Quanto ao céu, lá está à luz que poucos podem ver que alguns pensam vê-la, que muitos ignoram por não saberem de sua existência.

- Por derradeiro a Terra, é de onde eu nasci, de onde aquela árvore que eu plantei brotou, é de onde vem uma alma bruta degrau por degrau.



Para sucumbir seu ensinamento o mestre encerra:

- Hoje vocês viram vossas sementes germinarem do subterrâneo, agora tirem suas vendas e recebam a luz, observem os detalhes das árvores pequenas ou grandes, ocas ou maciças, verdes ou amarelas, pois todas vivem sobre o principio da igualdade, adubem a terra entorno de vocês com muito amor, reguem suas almas com sabedoria, aprofundem suas raízes de forma a fraternalmente apoiarem outras árvores, desamarrem seu espírito por completo da vaidade, cumpram sua função como árvore realizando a fotossíntese da essência, transformando vícios em virtudes, sempre se comportem como se discípulos fossem, por fim, roguem a Deus, pois ele é o supremo.

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