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terça-feira, 11 de outubro de 2011

TOSÃO DE OURO, ÁGUIA ROMANA E ORDEM DA JARRETEIRA


Os símbolos Tosão de Ouro e Águia Romana, e a Ordem da Jarreteira são descritos no manual de Aprendiz em referência ao Avental do maçom (paginas 62 e 63). Durante a cerimônia de Iniciação pela qual passa todo Maçom, ao lhe ser entregue o Avental, a ele é dito que esta é a insígnia distintiva do Maçom.

 E que esta insígnia é mais antiga que o Tosão de Ouro ou a Águia Romana, e que é mais honrosa que a Ordem da Jarreteira, ou que qualquer outra Ordem existente. Dentro da própria seqüência do ritual, o Maçom aprende que o Avental é o símbolo da Inocência, e o laço da Amizade, e que se ele não o desonrar, o Avental também não o desonrará. Este Avental inicialmente era confeccionado em pele de carneiro, um emblema de pureza e de inocência (pureza na vida e suas ações). Vamos dissertar brevemente sobre cada uma destas comparações atribuídas ao Avental.

 A Águia Romana é um símbolo da Roma Antiga, usada pelo exército romano como insígnia das suas legiões. A Roma Antiga é a civilização desenvolvida na península itálica durante o século VIII A.C. em Roma, e teve doze séculos de existência (até o século V D.C., quando o seu declínio marca o início da Idade Média). As legiões romanas foram uma divisão fundamental do exército romano, variavam entre quatro mil e oito mil homens, definidos como legionários. Cada legião tinha a Águia sobre seu Estandarte e as letras SPQR (Senatus Populosus que Romanus – Senado e Povo de Roma).

Esta águia simbolizava o poder e a força do império romano, e era objeto de sua mais profunda devoção, não devendo nunca ser abandonada. Historiadores atribuem à Águia Romana uma forte influência sobre a religião e a honra dos integrantes das legiões. Na época de Julio César (por volta de 50 A.C.) a Águia era feita de prata e ouro, mas a partir da reforma de Augusto (Caio Julio Cesar Otaviano), passou a ser feita só de ouro.

 O Tosão de Ouro, ou Velo de Ouro, foi uma ordem de cavalaria instituída em 1420 por Filipe, o Bom, Duque de Borgonha, voltada para a defesa do reino e da fé cristã, e também distintiva daqueles que a ela pertenciam. Seu nome teve base no mito do herói grego Jasão, que passa por aventuras para conquistar a pele (tosão) de um carneiro que possuía lã de ouro, e assim reconquistar para si o reinado que havia sido tomado de seu pai (possivelmente aqui esteja outro motivo para a comparação com o Avental trazida pelo texto da Iniciação, uma vez que o Avental Maçônico originariamente era feito da pele do carneiro).

Esta lenda do Tosão de Ouro é bastante antiga, faz parte da mitologia grega e já estava presente nos tempos de Homero (século VIII A.C.) e Virgílio, foi um feito mítico relatado de várias formas diferentes. Esta lenda, usada então por Filipe o Bom, inspirava os representantes de tal cavalaria em muitos aspectos. Era inegável que a Cavalaria do Tosão de Ouro, para além do seu ideal de cavalaria e os seus projetos religiosos, se propunha objetivos políticos, procurando reforçar o poder de seu criador e fundador (Filipe o Bom), congregando à sua volta os nobres dos países submetidos à sua autoridade, com particular importância para as lutas que travava contra as comunas de Bruges e Gand, tentando acabar com sua autonomia.

 A Ordem da Jarreteira é a mais alta e mais antiga comenda britânica, tendo sido instituída pelo rei inglês Eduardo III em 1348, com o objetivo de premiar e reconhecer os que se destacavam pela lealdade à Coroa e pelo mérito militar. Foi criada com o espírito medieval de então e foi baseada nos nobres ideais da demanda ao Santo Graal e da Corte do Rei Artur. Supõe-se que tenha sido criada para destacar os esforços da Inglaterra e aliados, nos quais se destacavam nobres e reis portugueses, para conquistar a Terra Santa e um “Império Cristão” nas subseqüentes Cruzadas.
 O símbolo desta Ordem é uma jarreteira azul escuro, de rebordo dourado, em que aparecem escritas, em francês, as palavras ditas pelo rei “Honni Soit Qui Mal y Pense” (envergonhe-se quem nisto vê malícia).

 Jarreteira significa uma tira elástica em forma de anel, que prende a meia à perna, ou presilha de elástico, unida a um cinto ou cinta, que segura o alto das meias, a fim de conservá-las esticadas nas pernas.  Surgiu então a lenda de que tal frase tenha sido dita pelo rei em uma situação inusitada, enquanto dançava com a Condessa de Salisbury, sua amante, em um baile real, no exato momento em que deixou cair sua jarreteira.

O rei então apanhou a peça do chão e a amarrou novamente à perna da Condessa. A Ordem da Jarreteira ainda hoje é a mais prestigiosa ordem do Reino Unido, tendo somente 25 membros e cujo grão-mestre é o monarca da Inglaterra. Os demais quase todos os mais importantes primeiros ministros, são nomeados pelo monarca. Conta ainda com outros cavaleiros extranumerários, cuja nomeação é vitalícia e intransmissível. 

Concluo meu trabalho compreendendo a real importância do Avental de Aprendiz quando considerado mais honroso do que a Ordem da Jarreteira, entretanto não consigo compreender o motivo de ter sido pré-datado, ou seja, considerado mais antigo do que a Águia Romana e o Tosão de Ouro.

Laerte Aleixo Baldani A.’.M.’. 05/10/2010

Referência Bibliográfica 
RITUAL DE EMULAÇÃO – Primeiro Grau (tradução do Ir. Santiago Ansaldo de Aróstegui e do Ir.
José Augusto Martins de Almeida). 235p. Glesp – administração 2004/2007.
WIKIPEDIA – online em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil 
Ir. Eduardo Gritz – Significado e Simbolismo do Avental dentro da Ritualística. Texto capturado online
em:  http://www.samauma.biz/site/portal/conteudo/opiniao/g007avental.html
Livro “A Chave de Iram” (Knight, C., e Lomas, R.). Trechos capturados online em:
http://pt.calameo.com/read/0002237358564e670a6a1

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